Anúncio feito por Daniel Pereira em lançar o prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB) ao Senado atiçou a ira dos emedebistas alinhados ao senador Valdir Raupp

O grupo do senador atribui ao atual governador Confúcio Moura a rasteira dada.

Robson Oliveira
Publicada em 06 de fevereiro de 2018 às 16:39

DESAFETAÇÃO – Há muita desinformação e manipulação em relação à forma como estão criticando o projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo que trata da desafetação de área da Estação Ecológica Estadual Três Irmãos, da área de proteção Rio Madeira e Reserva Extrativista Jaci-Paraná. O projeto não trata de autorização para aumento de alagação de área, mas tão somente da regularização da área para que seja desafetada já que se encontra numa reserva de proteção estadual. Quem autoriza o aumento da área a ser alagada são os órgãos de fiscalização ambiental que, anteriormente ao pedido legislativo em debate na Assembleia Legislativa, já o fizeram.

CRÍTICAS - A desinformação em torno desse projeto legislativo é porque alguns deputados estaduais fazem previsões de desastres ambientais sem lastros científicos que comprovem os exageros anunciados. A manipulação política está circunscrita aos discursos acerbos com o único objetivo de render ao parlamentar manchetes em ano eleitoral, já que o põe em visibilidade. Não raro, algumas dessas críticas são feitas por pessoas que ao longo da vida política nunca foram zelosas com as questões ambientais - embora em qualquer tempo seja uma causa justa que a todos afeta – e o estranho nesse comportamento politicamente correto é que o discurso está restrito apenas a este projeto. Enquanto que outras áreas de preservação são invadidas para garimpagem ou retirada de madeiras sem nenhuma crítica.  Misterioso!

DANOS – Aqui e alhures, todos de bom senso sabem que há danos ambientais enormes quando se constrói uma hidrelétrica. É o preço que a população arca para desfrutar das benesses que a energia elétrica propicia. Não há registro de que os críticos de plantão deixem de desfrutar do seu consumo como protesto pelos danos causados. Ao contrário, num estado de clima quente, a exemplo do rondoniense, é raro uma casa não possuir ar condicionado, inclusive as mais simples. O que nossos representantes deveriam exigir é que as empresas energéticas compensem os danos com ações que minimizem os problemas eventualmente causados, assim como investir na melhor qualidade das populações afetadas. Pelo que a coluna apurou, o atraso na votação da desafetação causou prejuízos financeiros à capital da ordem de trinta milhões de reais, originalmente destinados ao distrito de Jaci-Paraná que, aliás, é o que mais sofre pela escassez de recursos para melhora da infraestrutura e da área da saúde. Perde também o estado e os municípios já que o ICMS deixa de ser recolhido.

RÉPLICA – Embora o legislador não deva atuar pensando exclusivamente na arrecadação dos impostos nem nas compensações que a usina possa destinar às áreas degradas, este caso em concreto não se enquadra no suposto crime que um parlamentar vociferou por aí. A obra está feita, os danos existentes foram mensurados por estudos técnicos e as compensações são implementadas. Não existe possibilidade de arrancar a obra executada, mas é possível minimizar o problema com ações racionais e exequíveis. O discurso fácil e eleitoral não constrói nada. Não esqueçamos que a mesma classe política que vendeu a ilusão de uma obra redentora – geradora de emprego e riqueza – é a mesma que hoje manobra contra. A coluna sabe que muitos ambientalistas e oportunistas não vão concordar com nossas observações, às favas. Enquanto vociferam, o estado e os municípios são lesados por não arrecadarem o ICMS em tempos tão bicudos. Não haverá réplica.

RASTEIRA – Não é segredo para ninguém que o anúncio feito pelo vice-governador Daniel Pereira em lançar o prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB) ao Senado atiçou a ira dos emedebistas alinhados ao senador Valdir Raupp. O grupo do senador atribui ao atual governador Confúcio Moura a rasteira dada. Lembram, por exemplo, que Valdir Raupp não mediu esforços em ajudar na vitória de Confúcio Moura e Daniel Pereira.

JURAS - A verdade é que nos bastidores os atuais inquilinos do Palácio Vargas conspiram dia e noite para que o senador (Raupp) seja defenestrado nas urnas. Os emedebistas menos afoitos tentam por panos quentes e já avaliam convencer Maurão de Carvalho a desistir da candidatura a governador para apoiarem Daniel Pereira.  Por sua vez, Daniel Pereira jura de pés juntos que não é candidato e jurou apoio ao pedetista Acir Gurgacz. A mesma jura que Confúcio fez ao Raupp. Acreditou porque quis!

A VAPOR - O TRF4 publicou, nesta terça-feira (6), o acórdão da sentença condenatória do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Começa agora o prazo para a defesa do petista interpor os embargos. Políticos acusados na 'lava-jato' com mandatos estão livre dessa pressa já que outras instância não é tão diligente quanto o TRF4. 

LEI SECA - A proposta de autoria de uma vereadora de Porto Velho para que os bares fechem a partir da meia noite é tão obtusa que nem mereceria registro. Mas é bom o eleitor ficar atento para este tipo de político que não tendo o que fazer inventa lei que atinge um mercado enorme da cidade e que emprega centenas de profissionais. Além de atentar contra o direito das pessoas que fazem da boemia um meio de entretenimento saudável. Boêmios de toda capital: uni-vos! 

CARNAVAL – O bar de Pernambuco é de longe o espaço mais democrático do carnaval da capital. Nos dias momescos passarão por lá políticos de todos os tipos, jornalistas de todos órgãos, foliões das mais variadas faixas sociais e mentirosos para todos os gostos. Fica situado na avenida Calama, logo depois da confluência com Lauro Sodré. É o boteco mais festejado do carnaval. Recomendo para beber até cair. Sem empulhação dos políticos. 

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