Confúcio Moura destaca importância da Pastoral da Criança no combate à desnutrição e à desidratação

O parlamentar disse que ele, nas décadas de 70 e 80, como médico no interior no estado de Rondônia, conviveu muito com a triste realidade da desnutrição

Assessoria/Parlamentar
Publicada em 06 de dezembro de 2023 às 10:44
Confúcio Moura destaca importância da Pastoral da Criança no combate à desnutrição e à desidratação

Nesta terça-feira (05), durante reunião da Comissão da Educação do Senado (CE), data que é celebrado o Dia do Voluntariado e da Pastoral da Criança, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) destacou a importância do trabalho da Pastoral da Criança e da Dra. Zilda Arns. O parlamentar ressaltou duas principais práticas que continuam a salvar vidas:  a multimistura e o soro caseiro, no combate à desnutrição e à desidratação, respectivamente.

O parlamentar disse que ele, nas décadas de 70 e 80, como médico no interior no estado de Rondônia, conviveu muito com a triste realidade da desnutrição. “Muitas crianças chegavam aos consultórios desidratadas, profundamente, e, às vezes, morriam. A mortalidade infantil naquela época era muito alta e a subnutrição era extraordinária, no Brasil, principalmente no Nordeste e no Norte brasileiro”, lembrou.

Confúcio Moura ressaltou que mesmo a pastoral sendo uma iniciativa paramédica, tinha a orientação da grande pediatra Zilda Arns. “Eu registro três eventos grandiosos na Medicina. Primeiro era a multimistura salvadora, a pesagem das crianças subnutridas e a orientação de usar a multimistura, isso era fascinante; o soro caseiro (água, sal e açúcar) para combater a desidratação das crianças ajudou demais o Brasil. E, por fim, mais adiante, nós tivemos a criação dos Agentes Comunitários de Saúde”, pontuou.

Segundo o senador, a Pastoral da Criança protagonizou uma ruptura histórica com o aceite da alta mortalidade infantil que havia no nordeste e nos fundões do Brasil. “Havia uma resignação das autoridades de saúde com aquilo, com a dor de pais e mães perdendo seus filhos o tempo todo. Só se fazia saúde nas instalações hospitalares. Foi maravilhoso sermos apresentados às balanças simples e rústicas manuseadas pelos voluntários da Dra. Zilda”, relembra Confúcio Moura.

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