Coronel Braguin avalia convite do Novo e apresenta visão de gestão para Rondônia em 2026
Ex-comandante da Polícia Militar discute eventual projeto ao Governo de Rondônia, reforma administrativa e estratégias de desenvolvimento econômico
Nesta semana, o coronel Braguin concedeu entrevista ao programa de rádio A Voz do Povo, apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá. Durante a participação, o ex-comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia abordou sua trajetória profissional, comentou o convite recebido do Partido Novo e apresentou diretrizes de gestão para Rondônia com vistas ao cenário político de 2026.
Policial militar da ativa, Braguin ressaltou que a legislação vigente lhe impõe restrições quanto à filiação partidária e à manifestação pública como pré-candidato. Não obstante, confirmou a manutenção de diálogo com a sigla, salientando que a tratativa é conduzida com observância estrita aos limites legais e à responsabilidade institucional.
Natural do Paraná, transferiu-se para Rondônia ainda na infância, tendo vivido entre Ariquemes e Ji-Paraná. Sua carreira foi integralmente desenvolvida na corporação, tornando-se o primeiro comandante-geral oriundo das fileiras de base a alcançar o posto máximo da hierarquia. Bacharel em Direito, com especializações em segurança pública e combate ao crime organizado, afirma que sua trajetória se entrelaça com a formação institucional do estado. Pai de três filhos nascidos em Rondônia, declara ter optado por permanecer na região em razão de seu potencial de crescimento.
Ao discorrer sobre a transição do ambiente militar para o campo político-administrativo, Braguin sustentou que o exercício do comando-geral demanda elevada capacidade de articulação institucional. Segundo ele, a interlocução com a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, a defesa de projetos estratégicos da corporação e a negociação de pautas orçamentárias o colocaram em contato direto com a dinâmica política, fundada no diálogo e na construção de consensos.
Após cerca de 30 meses à frente da Polícia Militar, período em que visitou praticamente todos os destacamentos do estado, o coronel afirmou possuir conhecimento empírico das realidades socioeconômicas municipais. Em sua avaliação, embora Rondônia apresente arrecadação relevante, persistem limitações à capacidade de investimento, especialmente em razão do peso da folha de pagamento e de assimetrias administrativas.
Entre as diretrizes que defende, destaca-se a promoção de reforma administrativa orientada pela eficiência e pela racionalização da máquina pública. Mencionou a necessidade de revisão de estruturas excessivamente concentradas, maior autonomia orçamentária para órgãos estratégicos notadamente na área de segurança e aprimoramento da gestão de pessoal. Para Braguin, é possível reduzir ineficiências sem comprometer a prestação de serviços essenciais, fortalecendo a governança e ampliando o espaço fiscal para investimentos.
No plano econômico, apontou o agronegócio como vetor estruturante da economia rondoniense, ao mesmo tempo em que defendeu o avanço da industrialização local como mecanismo de agregação de valor e retenção de riqueza no estado. Sustentou que o fortalecimento das cadeias produtivas e a atração de investimentos podem elevar a arrecadação sem majoração da carga tributária.
Quanto à relação com o Parlamento, manifestou disposição ao diálogo institucional, enfatizando a construção cooperativa de soluções, com preservação da independência entre os poderes. Para o coronel, o desenvolvimento sustentável de Rondônia exige coordenação interinstitucional e planejamento de longo prazo.
Sem possibilidade de formalizar candidatura neste momento, Braguin declarou que avalia a viabilidade de disputar o Governo de Rondônia em 2026, pelo Partido Novo, sustentando que o estado reúne condições para avançar mediante reorganização administrativa, dinamização econômica e ampliação da prosperidade social.
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