Fraudes financeiras: como identificar movimentações fora do padrão

Fraudes financeiras e golpes digitais têm atingido cada vez mais os brasileiros. O avanço das ocorrências acende um alerta para famílias, consumidores e administrações públicas

Fonte: Da redação/Foto: Créditos: im Weixiang - Zeitgeist Photos /iStock - Publicada em 20 de outubro de 2026 às 15:52

Fraudes financeiras: como identificar movimentações fora do padrão

Falsos boletos, links maliciosos de cobrança, contas clonadas, roubo de identidade e tentativas de desvio via Pix estão entre as práticas usadas pelos criminosos. Os golpes podem atingir desde comerciantes até pessoas que buscam apenas pagar suas contas com segurança.

No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de fraude, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian. O volume representou alta de 29,5% em relação ao mesmo período de 2024, com uma ocorrência registrada, em média, a cada 2,3 segundos.

Golpes digitais preocupam brasileiros

A alta de fraudes financeiras é refletida nas preocupações da população. Ser vítima de um golpe digital é o principal medo dos brasileiros, segundo levantamento do relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", divulgado em maio de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha.

De acordo com o estudo, 83,2% da população afirma temer perder dinheiro em fraudes pela internet ou celular. O índice supera o medo de ser roubado à mão armada (82,3%) e de ser morto durante um assalto (80,7%).

O medo de golpes digitais também aparece à frente de outros crimes. O receio de ter o celular furtado ou roubado é citado por 78,8% dos entrevistados, enquanto 78,6% temem ser assaltados na rua. Já 77,5% afirmam ter medo de serem vítimas de bala perdida, e 76,1% temem ter a residência invadida ou arrombada.

Como identificar movimentações fora do padrão e o que fazer

Movimentações fora do padrão podem ser um sinal de fraude, especialmente quando envolvem valores, horários ou destinatários diferentes do comportamento habitual do cliente. Por isso, é importante acompanhar regularmente o extrato e conferir imediatamente transações que não reconheça.

Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, a orientação do Banco Central é entrar em contato com o banco o mais rápido possível para relatar o ocorrido e solicitar as medidas cabíveis.

No caso de Pix fraudulento, a instituição pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência. Se o problema não for resolvido, é possível procurar o Procon, recorrer ao Poder Judiciário ou registrar uma reclamação no Banco Central.

A conciliação bancária é outra alternativa que pode contribuir para a identificação de divergências entre os registros internos e as movimentações da conta, mas deve fazer parte de um conjunto mais amplo de controles de segurança.

Medidas do Banco Central para os bancos reagirem às fraudes

Fraudes financeiras: como identificar movimentações fora do padrão

Fraudes financeiras e golpes digitais têm atingido cada vez mais os brasileiros. O avanço das ocorrências acende um alerta para famílias, consumidores e administrações públicas

Da redação/Foto: Créditos: im Weixiang - Zeitgeist Photos /iStock
Publicada em 20 de outubro de 2026 às 15:52
Fraudes financeiras: como identificar movimentações fora do padrão

Falsos boletos, links maliciosos de cobrança, contas clonadas, roubo de identidade e tentativas de desvio via Pix estão entre as práticas usadas pelos criminosos. Os golpes podem atingir desde comerciantes até pessoas que buscam apenas pagar suas contas com segurança.

No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de fraude, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian. O volume representou alta de 29,5% em relação ao mesmo período de 2024, com uma ocorrência registrada, em média, a cada 2,3 segundos.

Golpes digitais preocupam brasileiros

A alta de fraudes financeiras é refletida nas preocupações da população. Ser vítima de um golpe digital é o principal medo dos brasileiros, segundo levantamento do relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", divulgado em maio de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha.

De acordo com o estudo, 83,2% da população afirma temer perder dinheiro em fraudes pela internet ou celular. O índice supera o medo de ser roubado à mão armada (82,3%) e de ser morto durante um assalto (80,7%).

O medo de golpes digitais também aparece à frente de outros crimes. O receio de ter o celular furtado ou roubado é citado por 78,8% dos entrevistados, enquanto 78,6% temem ser assaltados na rua. Já 77,5% afirmam ter medo de serem vítimas de bala perdida, e 76,1% temem ter a residência invadida ou arrombada.

Como identificar movimentações fora do padrão e o que fazer

Movimentações fora do padrão podem ser um sinal de fraude, especialmente quando envolvem valores, horários ou destinatários diferentes do comportamento habitual do cliente. Por isso, é importante acompanhar regularmente o extrato e conferir imediatamente transações que não reconheça.

Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, a orientação do Banco Central é entrar em contato com o banco o mais rápido possível para relatar o ocorrido e solicitar as medidas cabíveis.

No caso de Pix fraudulento, a instituição pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência. Se o problema não for resolvido, é possível procurar o Procon, recorrer ao Poder Judiciário ou registrar uma reclamação no Banco Central.

A conciliação bancária é outra alternativa que pode contribuir para a identificação de divergências entre os registros internos e as movimentações da conta, mas deve fazer parte de um conjunto mais amplo de controles de segurança.

Medidas do Banco Central para os bancos reagirem às fraudes

  • Limite mínimo de saldo: impede novas ordens de pagamento quando a Conta PI atinge o valor definido pelo banco;

  • Bloqueio automático: interrompe temporariamente a liquidação de ordens quando o limite é atingido;

  • Consulta alternativa ao extrato: permite acompanhar a movimentação da conta mesmo em caso de indisponibilidade do sistema financeiro.

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