Itaú Cultural Play exibe filmes de mostras de cinema infantil e independente
Programação reúne 38 filmes de diferentes regiões do país, com histórias sobre relações familiares, culturas indígenas e afro-brasileiras, inclusão, memória, identidade e tradições populares
A partir de 9 de outubro (sexta-feira), a Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro, recebe duas novas seleções. No próprio dia 9, entram na programação 28 filmes da 25ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. No dia 11, é a vez dos 10 curtas-metragens da 9ª edição da Parada de Cinema. As duas seleções ficam disponíveis na plataforma até 31 de outubro e reúnem produções de diferentes regiões do país, linguagens e propostas narrativas, com histórias que abordam infância, ancestralidade, inclusão, memória, identidade e cultura popular.
Realizada presencialmente de 9 a 17 de outubro, em Florianópolis (SC), a 25ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove o acesso de crianças ao cinema brasileiro e valoriza produções de diferentes origens, linguagens e perspectivas sobre as infâncias. A parceria com a Itaú Cultural Play amplia a circulação dos filmes, permitindo que as obras cheguem a públicos de outras regiões do país. A mostra também conta com a entrega do Prêmio Itaú Cultural Play, que reconhece uma produção da programação.
Ainda, a IC Play disponibiliza 10 curtas-metragens piauienses da 9ª Parada de Cinema — Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo, que acontece presencialmente de 7 a 10 de outubro, em Teresina. Produzidos entre 1982 e 2026, os filmes percorrem diferentes períodos e aspectos da produção audiovisual do estado, passando por cultura popular, música, religiosidade, memória, identidade e transformações urbanas.
Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
Entre as produções que chegam à plataforma estão histórias que abordam relações familiares, imaginação, ancestralidade, inclusão, identidade e questões sociais, apresentadas a partir do olhar das crianças. A seleção reúne filmes de diferentes estados brasileiros, como Minas Gerais, Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rondônia, Espírito Santo e Santa Catarina, entre outros.
Em A casa de Dalva (MG, 2026), de Tânia Cristina Dias e Eduarda Gurgel, a relação entre uma avó e seu neto ganha contornos simbólicos. A visita inesperada que desorganiza a casa é uma representação do Alzheimer, personificado pelo personagem Senhor Alzheimer. O curta utiliza a própria casa como metáfora para a memória de Dalva e constrói, a partir da perspectiva infantil, uma reflexão sensível sobre os impactos da doença.
A relação entre crianças, brincadeira e educação aparece em A Escola de Ensino Fenomenal II (PR, 2024), de Nélio Eduardo Spréa e Levi Brandão. A brincadeira do bate-copos se espalha pela escola e provoca a reação de uma professora e do diretor Fifi. A produção propõe uma reflexão sobre o papel da música e do movimento na infância e sobre o equilíbrio entre tecnologia, brincadeira e arte no desenvolvimento das novas gerações.
Em Curumim no Jalapão (TO, 2025), de Nival Correia, a cultura indígena e as paisagens do Tocantins aparecem em uma aventura protagonizada por Curumim, jovem indígena Xerente que percorre o Jalapão acompanhado pelos passarinhos João Congo e Maritaca. A narrativa apresenta fervedouros (nascentes de água fervente), dunas, cachoeiras e outros elementos do cerrado, articulando fantasia, música e aprendizado. A produção também aborda a preservação ambiental, o respeito às culturas tradicionais e a valorização dos saberes indígenas. A trilha sonora original conta com a canção Palavras de Curumim, interpretada pelo cantor e compositor Dorivã, o Passarim do Jalapão.
A ancestralidade também está no centro de Kagpó-Jó A Origem (SC, 2026), de Jucelino Senei Filho. Inspirado em contos indígenas Macuxi, Wapichana, Taurepang e Laklãnõ-Xokleng, o filme apresenta a história dos espíritos criadores Waarara e Kandawara e a origem do mundo.
Por sua vez, Orí de Êre, de Aggy Mc, acompanha três crianças negras de Cachoeira, na Bahia, entre brincadeiras e descobertas. Ana, Juninho e Luiz encontram na rua um espaço de imaginação e convivência, enquanto a narrativa aproxima infância, cultura negra e ancestralidade. O trabalho do diretor é marcado por narrativas de resistência e pela presença da cultura hip-hop.
Voltado à representação de diferentes experiências de infância, Menina de asas (RS, 2025), de Luciana Druzina, apresenta Rute, uma menina que vive em um reino onde todos nascem de ovos e têm asas. Nascida do ventre da mãe e incapaz de voar, ela esconde sua diferença sob uma capa lilás até descobrir que sua força está na imaginação. Produzido no Rio Grande do Sul, o curta foi vencedor de Melhor Filme na categoria Infâncias na Tela da 4ª Mostra de Cinema Chica Pelega e segue em circuito de festivais.
A seleção inclui ainda Peixe seco e defumado (SC, 2026), de Denis Souza, produção de Santa Catarina inspirada nas memórias da pescadora Sirlene e na tradição oral do litoral de São Francisco do Sul. A animação digital em 2D acompanha o preparo da cambira, desde a pesca da tainha e a defumação até a comercialização, valorizando as lendas e a cultura da pesca artesanal da região.
Parada de Cinema
A seleção da Parada de Cinema, que reúne 10 curtas-metragens produzidos no Piauí, percorre diferentes períodos e linguagens do cinema piauiense, aproximando registros históricos, cultura popular, música, religiosidade, memória, juventude e transformações urbanas.
Entre os filmes está Relógio do Sol, do Grupo Mel de Abelha, realizado em 1982. Concebido por Luís Carlos Sales como um filme didático, o curta acompanha a construção de um instrumento que indica as horas por meio da sombra, no encontro dos rios Poti e Parnaíba. A produção combina astronomia e geometria com a experiência dos integrantes do coletivo, formado por estudantes de Engenharia Civil e aprendizes de cinema ligados ao Cineclube Teresinense.
A cultura popular e a memória afrodescendente aparecem em O Pagode de Amarante, primeira direção de Dácia Ibiapina, realizada em 1984. No documentário, Chico Dedinho apresenta o seu bairro e convida o público para o pagode. A câmera registra a roda, os músicos, os dançarinos e o preparo da comida, enquanto depoimentos revelam a preocupação, já naquele momento, com o possível desaparecimento da tradição. Filmado no terreiro da casa de João Bitu, o curta registra uma prática que reunia diferentes gerações.
Em Inocêncio, o Santo do Sertão (2026), de Márcio Bigly e José Quaresma, a trajetória de Dom Inocêncio López Santamaria é contada a partir das memórias de moradores do sertão do Piauí. Bispo espanhol, ele passou 27 anos no estado, atuando no combate à fome, à seca e ao analfabetismo. Gravado em São Raimundo Nonato, o documentário reúne imagens do sertão e relatos de moradores sobre a atuação do religioso e a devoção que permanece viva décadas após sua morte, enquanto seu processo formal de beatificação é analisado pelo Vaticano.
A música também conduz a narrativa de O Seresteiro (2026), de José Quaresma. O filme acompanha Geraldo, saxofonista que viaja até União, no Piauí, para cumprir uma promessa feita ao avô antes de sua morte: tocar para as almas de um cemitério. Depois de ser abordado por um assaltante, o músico consegue realizar sua missão, mas o desaparecimento do homem e os sons que vêm das proximidades transformam a noite em uma experiência misteriosa. O curta constrói um drama místico sobre a ligação entre vivos e mortos por meio da música.
A cena cultural contemporânea de Teresina é tema de SK8THE: Teresina e o Skate (2025), de Mariana Medeiros. A partir do olhar da diretora, skatista e jornalista piauiense, o documentário revisita a origem e as transformações do skate na capital desde os anos 1980. Depoimentos, memórias e experiências pessoais traçam uma história marcada por pertencimento, resistência e ocupação dos espaços urbanos, com destaque para a presença feminina e para o coletivo MermãSk8Crew.
Boi Romeiro (2025), de Milena Rocha, parte de uma jornada para abordar memória, luto, fé e devoção. Guiado por um sonho, Mestre Junim percorre o interior do Piauí para cumprir uma promessa feita por seu pai. As toadas do boi Mimo de Santa Cruz conduzem a narrativa e revelam a força de uma tradição transmitida entre gerações. O documentário foi selecionado para o 9º Festival Internacional de Cinema de Folclore, na Índia, e passou por festivais na França e na Espanha.
As fichas completas dos filmes da 25ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e da 9ª edição da Parada de Cinema, com sinopses, duração, direção, classificação indicativa e demais informações, estão disponíveis em arquivo complementar para consulta. O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
FICHAS E SINOPSES DOS FILMES
MOSTRA DE CINEMA INFANTIL DE FLORIANÓPOLIS
- A casa de Dalva
de Tânia Cristina Dias e Eduarda Gurgel (drama, 8 min, Minas Gerais, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: A avó Dalva e seu neto recebem uma inesperada visita que desorganiza a casa, deixando objetos em lugares improváveis.
- A Escola de Ensino Fenomenal II
de Nélio Eduardo Spréa e Levi Brandão (infantil, 18 min, Paraná, 2024)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: A brincadeira do bate-copos está se espalhando pela escola inteira. Mas parece que dessa vez a batucada foi longe demais: tem professora irritadíssima com o barulho. Até o diretor Fifi foi chamado para tomar providências.
- A festa
de Mônica Moura (comédia, 6 min, São Paulo, 2024)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Numa festa infantil, muitas coisas estão acontecendo, mas uma jovem atenta observa cada elemento com cuidado: pessoas, objetos e até a comida. Ela não faz ideia de que, em algum lugar, há um universo onde o tempo é visível. Todavia, ela parece poder percebê-lo.
- A floresta da nuvem rosa: Olga e Cotoco
de Glauco Lorenzi Urbim (aventura, 11 min, Rio Grande do Sul, 2026)
Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis
Sinopse: O filhote de pterossauro Cotoco recém aprendeu a voar, mas ninguém o ensinou a enfrentar uma tempestade. Perdido e assustado, ele cai perto do lago onde mora Olga, uma dinossaura estudiosa que ama livros e poções. Entre histórias, brincadeiras e muito afeto, eles formam uma amizade inesperada.
- A menina que sorria a dormir
de Ducca Rios (aventura, 11 min, Bahia, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Glória vive em uma pequena ilha. É alegre e curiosa, mas só consegue pegar no sono quando alguém lhe conta histórias.
- A morte que passe amanhã
de Caroline Gerhein e Pedro Carcereri (aventura, 12 min, Minas Gerais, 2025)
Classificação indicativa: A10 – Drogas lícitas, Temas sensíveis, Linguagem imprópria
Sinopse: Longe da escola, Bruno tenta vender os doces de Dona Ivone em uma tarde de sol.
- Átomo
de Marina Botelho e Paula Botelho (drama, 4 min, Minas Gerais, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Nina, uma criança curiosa, levanta questões filosóficas enquanto faz artesanato em colagem com sua avó. As duas são interrompidas pelo primo, que chama Nina para brincar e ela descobre o que é um átomo.
- Auts & Stella
de Renato Barreto (comédia, 11 min, Bahia, 2023)
Classificação indicativa: AL
- Auts quer fazer um filme no parquinho com Ana, Davi e Cachorro. Enquanto isso, Stella caminha para o parque e conversa com uma lagarta. Os amigos passam no ônibus e Auts fica curioso. Será que Stella fará o filme com ele?
- Cataventus
de Sérgio Azevedo (aventura, 10 min, Santa Catarina, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Toninho, um menino de oito anos, vai para o seu primeiro dia de aula em uma nova escola. No caminho para casa, ele embarca no mundo encantado de Cataventus, conduzido pela coleguinha Alice, uma menina misteriosa que acabou de conhecer.
- Cathi e Os Elefantes
de Caio Dornelas e Morena Dornelas (aventura, 16 min, Pernambuco, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Cathi é uma pré-adolescente que ama elefantes, mas não gosta de carnaval. Até que algo muito especial cruza o seu caminho e transforma seu coração.
- Curumim no Jalapão
de Nival Correia (aventura, 13 min, Tocantins, 2025)
Classificação indicativa: AL
- Curumim, um jovem indígena Xerente, embarca em uma jornada mágica pelo Jalapão guiado por dois passarinhos da Ilha do Bananal. Entre dunas, fervedouros e saberes ancestrais, a websérie celebra a cultura indígena e as riquezas do Tocantins.
- Duna
de Gabriela Barbalho e Paula Vanina (aventura, 7 min, Rio Grande do Norte, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Duna acompanha uma figura em travessia por paisagens vivas e memórias soterradas. Entre delírio e pertencimento, sua jornada revela camadas invisíveis do território até um encontro íntimo com aquilo que resiste.
- Esperança
de Amora Moreira e Marcelo Pereira (aventura, 13 min, Rio de Janeiro, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Uma menina negra de 12 anos da periferia do Brasil sonha em ser jogadora de futebol profissional. Enfrentando exclusão em campo e resistência em casa, ela encontra força no legado de sua avó e dá o primeiro passo rumo a um futuro próprio.
- Eu sou assim, Salabim! - Luisa
de Ana Teixeira e Camila Santana (infantil, 3 min, São Paulo, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Luisa é uma menina albina de sete anos, que tem um grande conhecimento sobre gatos e muita imaginação para criar e contar histórias. Junto a seus pets, brinquedos e livros, vive muitas aventuras em um quarto mágico.
- Kagpó-Jó A Origem
de Jucelino Senei Filho (animação, 7 min, Santa Catarina, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Obra inspirada em contos indígenas Macuxi, Wapichana, Taurepang e Laklãnõ-Xokleng, que conta como Waarara e Kandawara, os espíritos criadores, fizeram surgir o mundo.
- Kika não foi convidada
de Juraci Júnior (infantil, 15 min, Rondônia, 2025)
Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis
Sinopse: Uma menina descobre que não é bem-vinda em uma festinha de aniversário. Enquanto aprendem sobre o valor de uma verdadeira amizade, crianças ensinam sobre empatia e acolhimento.
- Menina de asas
de Luciana Druzina (aventura, 13 min, Rio Grande do Sul, 2025)
Classificação indicativa: AL
- Em um reino onde todos nascem de ovos e voam com asas, Rute é diferente: nasceu do ventre da mãe e não pode voar. Escondida sob uma capa lilás, ela carrega um segredo e descobre que sua verdadeira força está nas asas invisíveis da imaginação.
- Minha cabeça é um brinquedo
de Anderson Lima (comédia, 3 min, São Paulo, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: A cabeça dele era um brinquedo. Livremente inspirado na crônica O Santinho, de Luís Fernando Veríssimo.
- Mytikah - O livro dos heróis - Violeta Parra
de Hygor Amorim (aventura, 7 min, São Paulo, 2025)
Classificação indicativa: L
Sinopse: Mytikah leva Manga e Leco para conhecer a pequena Violeta Parra e sua família. Mais velha, Violeta forma uma dupla musical com sua irmã, mas seu verdadeiro propósito é registrar as músicas folclóricas chilenas para além da oralidade.
- Nina
de Nathalia Cavalcante (infantil, 13 min, Paraná, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Nina, uma garotinha de 5 anos, é protegida por Idon, um pássaro encantado. Um dia, algo estranho acontece: ela ouve um som e corre para debaixo da cama com um cobertorzinho vermelho.
- O vento 2
de Kamilla Farias (aventura, 13 min, Ceará, 2025)
Classificação indicativa: AL
- O vento tira férias numa vila de pescadores paradisíaca e ensina um menino curioso a magia do pífano.
- O vestido encantado de Anija
de Danilo Stael (drama, 20 min, Espírito Santo, 2025)
Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis
Sinopse: Anija, uma menina de 10 anos com sensibilidade ao som, encontra refúgio no mundo de tradições de sua avó. Entre o samba de roda, as histórias costuradas e as lições à beira-mar, a avó promete um vestido “feito com um pedacinho do mar”, porém, uma doença interrompe o sonho. Então, o próprio mar decide intervir.
- Orí de Êre
de Aggy Mc (infantil, 10 min, Bahia, 2026)
Classificação indicativa: A6 – Violência fantasiosa
- Ana, Juninho e Luiz são três crianças negras do bairro Morumbi, em Cachoeira (BA). Entre brincadeiras e descobertas, revela-se a força da infância, da imaginação e da ancestralidade. Se a rua é um universo, cabeça de criança é um mundo inteiro.
- Pé de garrafa
de Everson Teodoro (aventura, 15 min, Mato Grosso, 2025)
Classificação indicativa: AL
- Durante as férias, os primos Isabel, Jorge e Augusto vão para a chácara do avô, que conta para os netos a lenda Pé da Garrafa, responsável por arrancar seu dedo. Fascinada pela história, Isabel convence os primos a caçar a criatura e registrar tudo em vídeo.
- Peixe seco e defumado
de Denis Souza (aventura, 4 min, Santa Catarina, 2026)
Classificação indicativa: AL
- Quando o frio chega à tranquila ilha de São Francisco do Sul é aí que o povo se anima para ir na praia para o tradicional arrastão da tainha.
- Plano secreto de Alie
de Lux Farr (aventura, 19 min, Ceará, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Alie constrói uma escada até o céu e rouba todas as estrelas para seu quarto, deixando a noite ainda mais escura. Apenas Marcolango, um calango dramático, percebe e, após o choque, perde o próprio rabo. Juntos, embarcam em uma aventura para devolver as estrelas ao céu.
- Theo
de Monica Palazzo, Jo Galvv (drama, 15 min, São Paulo, 2026)
Classificação indicativa: A12 – Estigma ou preconceito
- No Brasil, em 1986, durante a Copa do Mundo, Theo, uma criança de sete anos à margem das brincadeiras e das regras da infância, atravessa um mundo que se recusa a reconhecê-la. Entre o silêncio e a rebeldia, começa a inventar sua própria forma de existir.
- Um pequeno grande dia
de Nara Aragão, Renata Roberta (drama, 12 min, Pernambuco, 2025)
Classificação indicativa: AL
- Hoje é um dia muito especial para a Nina! Ela acorda cedinho e se prepara com muito carinho. O que ela não sabia era que iria sentir tanto medo ao se ver sozinha em um lugar estranho em que não conhece ninguém. Mas as descobertas que ela faz vão ajudá-la a enfrentar este pequeno grande dia.
PARADA DE CINEMA
- Relógio do Sol
de Grupo Mel de Abelha (documentário, 5 min, Piauí, 1982)
Classificação indicativa: A confirmar
Sinopse: Concebido por Luís Carlos Sales como um filme didático, o curta acompanha a construção de um instrumento que indica as horas pela sombra no Encontro dos Rios Poti e Parnaíba. Premiada na Jornada Maranhense de Super 8, a obra une astronomia e geometria em uma experiência simples diante da câmera, refletindo a formação do grupo Mel de Abelha, estudantes de Engenharia Civil e aprendizes de cinema no Cineclube Teresinense.
- O Pagode de Amarante
de Dácia Ibiapina (documentário, 20 min, Piauí, 1984)
Classificação indicativa: A confirmar
- Em sua primeira direção, Dácia Ibiapina apresenta Chico Dedinho, que mostra o bairro e convida o público para o pagode. À noite, a câmera entra na roda e acompanha os músicos, os dançarinos e o preparo da comida. A montagem segue o ritmo da festa, interrompida por depoimentos e pelas tarefas das mulheres que garantem a refeição. Na época, já se falava no possível desaparecimento da tradição. As imagens mostram uma prática ainda viva, reunindo gerações no mesmo terreiro. Filmado no terreiro da casa de João Bitu durante uma festa ligada à memória afrodescendente da região.
- Da Costa e Silva
de Luís Carlos Sales e Valderi Duarte (documentário, 30 min, Piauí, 1985)
Classificação indicativa: A confirmar
- No centenário do nascimento do autor do Hino do Piauí, este documentário resgata a vida e a obra do poeta Antônio Francisco da Costa e Silva. Fruto de ampla pesquisa, o filme reúne memórias do filho Alberto da Costa e Silva, de amigos e estudiosos sobre sua formação literária. Poemas célebres retornam às paisagens que os inspiraram, com destaque para versos ritmados e uma versão instrumental do hino. Foi a produção mais trabalhosa do coletivo, tornando-se também a sua última.
- Inocêncio, o Santo do Sertão
de Márcio Bigly e José Quaresma (documentário, 25 min, Piauí, 2026)
Classificação indicativa: A confirmar
Sinopse: No árido sertão do Piauí, Dom Inocêncio López Santamaria desafiou a miséria e o abandono com a certeza de que a opressão se vence pela educação. Onde o poder público se ausentou, o bispo espanhol ergueu escolas, dignidade e futuro, transformando a realidade local. Décadas após sua morte, enquanto o Vaticano analisa seu processo formal de beatificação, os devotos sertanejos já guardam sua memória viva e consagrada. Para o povo do sertão, Dom Inocêncio já é santo.
- O Seresteiro
de José Quaresma (aventura, 25 min, Piauí, 2026)
Classificação indicativa: A confirmar
- O saxofonista Geraldo viaja à pacata União, no Piauí, para cumprir a promessa feita ao avô no leito de morte: tocar para as almas do cemitério. Abordado pelo assaltante Cato na entrada, Geraldo negocia e consegue realizar sua missão, mas um mistério faz o ladrão sumir da saída. Atraído pelo som de música e risos nas proximidades, o instrumentista ruma para uma experiência noturna inesquecível.
- Eu Sou Como Eu Sou
de Márcio Bigly (documentário, 20 min, Piauí, 2025)
Classificação indicativa: A confirmar
Sinopse: Curta-metragem documental que propõe uma reflexão sobre existência, criação e identidade a partir dos relatos de cinco artistas visuais. Inspirado no diálogo entre o poema Cogito, de Torquato Neto, e o conceito cartesiano de Cogito ergo sum, o filme investiga como a arte atravessa a vida e molda quem somos. Por meio de múltiplos depoimentos sobre processos criativos e visões de mundo, a obra constrói um mosaico de identidades onde criar e existir se entrelaçam.
- Ecos do compasso
de Weslley Oliveira e Milena Rocha (documentário, 23 min, Piauí, 2025)
Classificação indicativa: A confirmar
- Jeová, um músico autodidata e apaixonado pela cultura popular, dedica-se a ensinar música em projetos comunitários da periferia de Teresina. Entre os ritmos do nordeste e melodias que embalam suas aulas, ele carrega a ancestralidade de seu pai, homenageando-o ao vestir-se como vaqueiro. Sua presença é marcada não só pelo som, mas também pela indumentária típica que simboliza a resistência e o orgulho de suas raízes.
- Além-mar
de Cristina Neves (ficção, 20 min, Piauí, São Paulo, 2026)
Classificação indicativa: A confirmar
- Quando descobre que seu pai está fadado a desaparecer, Clarissa, uma jovem revisora de textos, propõe que terminem um antigo conto inacabado, numa tentativa de manter sua presença e seu legado por meio da palavra escrita.
- SK8THE: Teresina e o Skate
de Mariana Medeiros (documentário, 19 min, Piauí, 2025)
Classificação indicativa: A confirmar
- A partir do olhar de uma skatista e jornalista piauiense, o documentário revisita a origem e a evolução da cena do skate em Teresina. Por meio de depoimentos, memórias e vivências pessoais, o filme traça uma linha do tempo afetiva e política do movimento na capital desde os anos 1980 até a atualidade. A narrativa dá destaque à presença feminina, retratando o skate como prática cultural, forma de pertencimento e resistência à margem dos espaços tradicionais.
- Boi Romeiro
de Milena Rocha (experimental, 20 min, Piauí, 2025)
Classificação indicativa: A confirmar
- Guiado por um sonho, Mestre Junim parte em uma jornada ao interior do Piauí para cumprir a promessa de seu pai. Entre lembranças e toadas do boi Mimo de Santa Cruz, o documentário revela a força de um legado que pulsa em cada nota.
SERVIÇO:
Mostra Cinema Infantil de Florianópolis
9 a 31 de outubro
Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br
Parada de Cinema
11 a 31 de outubro
Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br
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