MPRO fortalece rede de proteção escolar em Rondônia
O encontro, realizado em formato híbrido em Porto Velho, reuniu mais de 1.300 participantes, entre público presencial e virtual de todo o estado, mobilizando toda a comunidade escolar rondoniense
Com o objetivo de assegurar o direito fundamental à segurança, à integridade física e ao pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes no ambiente escolar, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) liderou, na manhã desta quinta-feira (14/5), uma reunião integrada de alinhamento estratégico voltada à prevenção e resposta a eventos de violência nas escolas. O encontro, realizado em formato híbrido em Porto Velho, reuniu mais de 1.300 participantes, entre público presencial e virtual de todo o estado, mobilizando toda a comunidade escolar rondoniense.
A mesa de debates foi conduzida por Promotoras de Justiça com atuação especializada no fortalecimento dos direitos sociais e da ordem pública: Tânia Garcia, coordenadora do Núcleo de Atendimento à Vítima (Navit) e do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública (Gaesp); Luciana Ondei Rodrigues Silva, coordenadora do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc); e Joice Gushy Mota Azevedo. O evento contou ainda com o alinhamento institucional da Secretaria de Estado da Educação, sob a gestão de Massud Jorge Badra Neto.
Diagnóstico, Sinais de Alerta e Enfrentamento ao Extremismo
Participando de forma virtual, a Coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, Thaís Dias, destacou as diretrizes do programa "Escola que Protege". O debate alertou que as soluções para a segurança escolar não podem ser simplistas ou baseadas exclusivamente na militarização do ambiente, pois essas medidas isoladas não geram o efeito protetivo esperado. A resposta exige um esforço intersetorial.
Em sua fala, foi enfatizado o crescimento da radicalização online. Materiais e divulgações de conteúdos extremistas na internet têm aliciado jovens em fóruns de misoginia, racismo e neonazismo. Thaís esclareceu que, ao contrário do que o senso comum aponta, nem todo ataque é motivado por ódio ou ressentimento pessoal contra a escola. Na verdade, não existe um perfil fixo para o agressor, mas sim sinais de alerta. O real intuito de muitos desses jovens é obter visibilidade, exposição e notoriedade nas redes, buscando se tornar referências dentro de comunidades extremistas.
A prevenção deve ser ativa: ao notar discursos de ódio ou ameaças, a comunidade deve reunir as evidências e denunciar imediatamente nos canais do programa Escola que Protege, onde policiais treinados dão o tratamento sigiloso ao caso. O compartilhamento de boatos em redes sociais deve ser evitado para não gerar pânico generalizado.
Fatores de Risco, Efeito de Imitação e Resposta Operacional
O Diretor do Centro Integrado de Operações (CIOP), Tenente-Coronel Ewerson Melo Pontes, trouxe uma análise focada nos fatores de risco e na dinâmica tática dos agressores. Ele alertou que o bullying e o cyberbullying são os principais combustíveis silenciosos que fomentam perigos e ameaças contra o ambiente escolar, exigindo atenção diária da comunidade e dos docentes.
Relembrando casos históricos de ataques a escolas no Brasil e no mundo, o Tenente-Coronel explicou o conceito de copycat (efeito de imitação). Segundo o diretor, a repetição de táticas de atentados anteriores raramente é uma coincidência. Trata-se de um fator estratégico no planejamento do agressor para criar maior impacto. Diante disso, ele mapeou e apresentou os níveis de evolução de uma ameaça, capacitando os gestores a identificar quando uma atitude deixa de ser uma indisciplina e passa a ser um risco de segurança.
Multiplicação de Protocolos
Focado na resposta prática e na sobrevivência escolar, o Comandante Regional de Policiamento da Polícia Militar, Tenente-Coronel PM Wilton Nascimento Amorim, apresentou a importância da padronização de condutas. Para o comandante, as forças de segurança precisam criar condições técnicas para que os docentes e discentes atuem como multiplicadores de conhecimento dentro das instituições de ensino.
A proposta da Polícia Militar consiste em disseminar de forma pedagógica os procedimentos preventivos e de autoproteção a serem adotados por funcionários e alunos em ocorrências de alto risco, como cenários envolvendo agressores ativos. O objetivo é fazer com que a comunidade saiba como agir nos primeiros minutos de uma crise até a chegada do socorro especializado.
Segurança Digital
A Promotora de Justiça trouxe no início do debate a responsabilidade compartilhada no ambiente digital. A membra do MPRO enfatizou que a Segurança Digital de crianças e adolescentes é uma das barreiras mais urgentes a serem construídas pela sociedade atual. O isolamento dos jovens na internet, associado ao encontro com grupos virtuais extremistas, têm se mostrado o principal incubador de violência.
A promotora defendeu que o Estado e a comunidade (escola e famílias) devem agir em total sintonia na orientação e fiscalização das atividades digitais dos menores de idade.
Proteja a Comunidade Escolar
A segurança nas escolas depende da vigilância participativa de toda a sociedade. Caso identifique qualquer comportamento suspeito ou discurso de ódio capaz de violência:
- Emergência Imediata: Ligue 190 (Polícia Militar / CIOP).
- Denúncias e Evidências: Comunique a direção escolar para acionamento dos canais do programa Escola que Protege.
- Ouvidoria do MPRO: Relate omissões ou solicite apoio institucional pelo telefone 127 ou WhatsApp (69) 999 770 127.
- Escola Segura: Canal de Denúncias — Ministério da Justiça e Segurança Pública
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