MPRO inspeciona projeto Justiça Terapêutica
As inspeções foram conduzidas pelo promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, que atua na Curadoria de Saúde
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) realizou visitas às unidades prisionais de Porto Velho, entre os dias 2 e 6 de fevereiro, para verificar como seguem as ações do projeto “Justiça Terapêutica” e das atividades de ensino.
As inspeções foram conduzidas pelo promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, que atua na Curadoria de Saúde. As visitas às penitenciárias ocorreram para avaliar o andamento da execução das atividades do projeto, cujo objetivo é oferecer meios para a recuperação de presos, bem como evitar a incidência de crimes.
Projeto busca unir Justiça e tratamento
O projeto “Justiça Terapêutica”, criado em 2024 pelo MPRO, é um modelo que busca integrar práticas de justiça com abordagens terapêuticas, focando na reabilitação e tratamento de indivíduos envolvidos em crimes, especialmente relacionados ao uso de drogas. A ideia é oferecer tratamento e acompanhamento para ajudar o preso a mudar sua relação com o crime.
As atividades do projeto são feitas em rede. Além do MPRO, participam o Poder Judiciário e o Governo do Estado, entre outros parceiros. No projeto, os presos podem diminuir parte da pena quando participam do acompanhamento terapêutico e das atividades de ensino.
Educação e saúde como ferramentas
De acordo com o promotor de Justiça, a Curadoria da Saúde compreende o crime como uma endemia. “Diante disso, trabalhamos em duas frentes: educação e saúde. Na primeira, objetivamos garantir o acesso à educação dos apenados, já que pesquisas revelam que quanto maior o grau de instrução, menor a incidência em crimes. Quanto à saúde, o processo terapêutico ocorre durante o período na prisão e depois da liberdade. O objetivo desse projeto é evitar que o preso incida novamente em crimes quando estiver em liberdade”, destaca Gandolfo.
Fiscalização das enfermarias
Durante as visitas, o MPRO também fiscalizou as enfermarias das unidades prisionais para observar o funcionamento do atendimento de saúde aos presos, verificando as condições dos espaços, a oferta de cuidados básicos e o acesso a profissionais.
A fiscalização buscou avaliar se os serviços seguem as orientações necessárias para garantir tratamento adequado durante o período de detenção.
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