Nota de Repúdio

O Sintero vem a público manifestar repúdio diante do pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro

Assessoria
Publicada em 25 de março de 2020 às 21:14
Nota de Repúdio

O Sintero vem a público manifestar repúdio diante do pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, exibido em rede nacional na noite desta terça-feira (24/03), no qual o Chefe de Estado diminui a gravidade da pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19) que atinge o mundo todo e pede o fim das medidas de isolamento aplicadas por Estados e Municípios brasileiros, acusando a mídia de causar “histeria” e o mais grave, pedindo reabertura das escolas, pois segundo ele, as crianças e as demais pessoas abaixo dos 60 anos não correm grandes riscos de contaminação.

O Sintero, como representante dos trabalhadores em educação, considera o pronunciamento do Governo Federal, irresponsável e criminoso. Visto que o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que embora os idosos sejam os mais atingidos, o Covid-19 também já ocasionou óbito de crianças, jovens e pessoas de todas as idades mundo afora. Destaca-se ainda que grande parte dos trabalhadores em educação de Rondônia que estão na ativa, encontram-se com idade elevada, próximo a se aposentar. Em relação às crianças, ao se exporem ao Covid-19 tornam-se grandes vetores responsáveis na transmissão da doença infecciosa aos idosos. 

O pronunciamento de Bolsonaro representa um crime contra toda a nação brasileira, pois vai em contramão das recomendações da OMS, do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, de médicos infectologistas e demais especialistas da área da saúde do Brasil e do mundo. Diante disso, fica claro que Bolsonaro não tem responsabilidade e eficiência para governar o país, por não se preocupar com a vida de milhões de brasileiros ao propor recomendações insanas e genocidas.

Nesta quarta-feira (25/03), foi noticiado que ao menos 24 dos 27 governadoreas manterão as restrições contra o Covid-19, mesmo após pronunciamento de Bolsonaro. O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, ainda não se manifestou. 

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