O TAL DO FUNCIONAL

Dois minutos pra segunda rodada, pessoal!

Fonte: José Danilo Rangel - Publicada em 05 de março de 2026 às 11:49

O TAL DO FUNCIONAL

À medida que a idade avança, o ímpeto e a empolgação vão dando lugar ao pensamento racional e à deliberação, e assim, a gente vai ficando cada vez melhor em pesar as decisões, o que evita inúmeros arrependimentos. Pena que nem sempre!

Esses dias, dona Vanessa apareceu com a ideia de fazer um tal de funcional na academia da Rio Madeira. Valeska falou que nessa unidade tinha e queria fazer. Vanessa achou superlegal e então me apresentou a proposta: bora, amor? Ela já tinha tudo planejado: a gente chega às 16h, treina e às 18h, participa do funcional. Eu, por acaso, sabia o que era funcional? Nem eu, nem Vanessa, nem Valeska.

A gente saiu de casa às 16h, depois do lanche. Chegando lá, tivemos que ditar nossos CPFs e encarar a câmera pra liberar a entrada. Entramos. Tudo novo. Sensação de primeiro dia de academia. Sem saber onde ficavam os aparelhos, o bebedouro, as esteiras, as polias, os armários, mas com alguma segurança, produto de dois meses de experiência.

Treinamos. Vanessa se desdobrando entre treinar e ajudar a Valeska, que começou ontem. Fiz supino inclinado, vertical, desenvolvimento máquina, tríceps na polia e outros. Me enganei em uma elevação, que era frontal com anilha, fiz lateral com halteres. Mas como só eu mesmo fiquei sabendo, peguei leve comigo.

Depois dos exercícios e de algumas trapalhadas, fomos pro segundo ambiente da academia, conhecido como “lá fora”. Não é exatamente lá fora, é uma área que era um restaurante e a academia absorveu. Além de alguns aparelhos, tem um palco e, debaixo desse palco, um espaço aberto, lugar onde aconteceria o tal do funcional.

Um pouco depois das 18h, a professora chamou a galera e explicou: aqui são os abdominais, aqui o burpee, aqui os agachamentos, ali corda… Foi aí, e somente aí, que descobrimos o que era o tal do funcional: um circuito de exercícios. Cada dupla fazia dois; após um minuto, revezava. Mais um minuto, avançava pra outros dois.

Começamos com polichinelo e corrida. Reveza. Avança. Abdominais, infra e um lá que não lembro o nome. Reveza. Avança. Supino e flexão. Reveza. Avança. Professora não tá olhando, descansa. Reveza. Avança. Remada e rosca martelo. Corda e agachamento. Burpee e sumô. A força começou a faltar, o fôlego foi junto, quantos segundos tá tendo esse minuto?

A situação já estava lamentável, suando litros, exaustão, o desmaio bem ali, mas seguimos, agarrados a um único pensamento: falta pouco. Falta pouco. Reveza. Avança. Falta pouco. Reveza. Avança. 

E aí, acabou! Finalmente, acabou! Caramba, conseguimos! Vencemos! Eu, Vanessa e Valeska comemoramos: We are the champions! We are the…

— Dois minutos pra segunda rodada, pessoal!

O TAL DO FUNCIONAL

Dois minutos pra segunda rodada, pessoal!

José Danilo Rangel
Publicada em 05 de março de 2026 às 11:49
O TAL DO FUNCIONAL

À medida que a idade avança, o ímpeto e a empolgação vão dando lugar ao pensamento racional e à deliberação, e assim, a gente vai ficando cada vez melhor em pesar as decisões, o que evita inúmeros arrependimentos. Pena que nem sempre!

Esses dias, dona Vanessa apareceu com a ideia de fazer um tal de funcional na academia da Rio Madeira. Valeska falou que nessa unidade tinha e queria fazer. Vanessa achou superlegal e então me apresentou a proposta: bora, amor? Ela já tinha tudo planejado: a gente chega às 16h, treina e às 18h, participa do funcional. Eu, por acaso, sabia o que era funcional? Nem eu, nem Vanessa, nem Valeska.

A gente saiu de casa às 16h, depois do lanche. Chegando lá, tivemos que ditar nossos CPFs e encarar a câmera pra liberar a entrada. Entramos. Tudo novo. Sensação de primeiro dia de academia. Sem saber onde ficavam os aparelhos, o bebedouro, as esteiras, as polias, os armários, mas com alguma segurança, produto de dois meses de experiência.

Treinamos. Vanessa se desdobrando entre treinar e ajudar a Valeska, que começou ontem. Fiz supino inclinado, vertical, desenvolvimento máquina, tríceps na polia e outros. Me enganei em uma elevação, que era frontal com anilha, fiz lateral com halteres. Mas como só eu mesmo fiquei sabendo, peguei leve comigo.

Depois dos exercícios e de algumas trapalhadas, fomos pro segundo ambiente da academia, conhecido como “lá fora”. Não é exatamente lá fora, é uma área que era um restaurante e a academia absorveu. Além de alguns aparelhos, tem um palco e, debaixo desse palco, um espaço aberto, lugar onde aconteceria o tal do funcional.

Um pouco depois das 18h, a professora chamou a galera e explicou: aqui são os abdominais, aqui o burpee, aqui os agachamentos, ali corda… Foi aí, e somente aí, que descobrimos o que era o tal do funcional: um circuito de exercícios. Cada dupla fazia dois; após um minuto, revezava. Mais um minuto, avançava pra outros dois.

Começamos com polichinelo e corrida. Reveza. Avança. Abdominais, infra e um lá que não lembro o nome. Reveza. Avança. Supino e flexão. Reveza. Avança. Professora não tá olhando, descansa. Reveza. Avança. Remada e rosca martelo. Corda e agachamento. Burpee e sumô. A força começou a faltar, o fôlego foi junto, quantos segundos tá tendo esse minuto?

A situação já estava lamentável, suando litros, exaustão, o desmaio bem ali, mas seguimos, agarrados a um único pensamento: falta pouco. Falta pouco. Reveza. Avança. Falta pouco. Reveza. Avança. 

E aí, acabou! Finalmente, acabou! Caramba, conseguimos! Vencemos! Eu, Vanessa e Valeska comemoramos: We are the champions! We are the…

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