Pequenos negócios têm até 30 de janeiro para renegociar dívidas
A orientação é gratuita, e dá tempo de te direcionar e resolver o que for possível até 30/01
Se você é MEI, Micro ou Pequeno empreendedor e foi excluído do MEI/Simei ou do Simples, e um dos motivos é estar com débito inscrito na Dívida Ativa da União, atenção: você tem até 30 de janeiro para renegociar e tentar destravar a regularização com condições especiais. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o prazo do edital de transação, que permite negociar com descontos que podem chegar a 70% (dependendo do caso) e, em algumas modalidades, os abatimentos podem alcançar 100% em juros, multas e encargos legais. Ou seja: dá pra reduzir bastante o tamanho do problema, mas o relógio está correndo. O impacto de ficar fora do sistema é pesado. Muita gente só percebe quando já está na dor: ao ser excluído do MEI, o empreendedor pode ser desenquadrado e passar a operar como ME, o que muda a estrutura de obrigações e pode elevar os custos mensais de um patamar de cerca de R$ 86 para valores acima de R$ 3 mil, dependendo do enquadramento e da rotina fiscal/contábil. É aquela diferença que transforma um “vou ajeitar depois” em “por que eu não vi isso antes?”. E tem mais um alerta importante: em janeiro, rolou uma leva enorme de exclusões do Simples, estão falando em mais de 900 mil MEIs atingidos. O pior é que a notificação costuma aparecer no DTE (Domicílio Tributário Eletrônico), e muita gente nem sabe onde esse troço fica — quando descobre, já tá perto do limite. A transação da PGFN tem modalidades diferentes justamente para encaixar situações distintas: há opção por capacidade de pagamento, pequeno valor, débitos difíceis de recuperar e até dívidas garantidas por seguro/carta fiança. Traduzindo: não é “uma negociação genérica”, é um cardápio de possibilidades — e o caminho certo depende de como está a sua empresa hoje. Se você não sabe por onde começar, o SIMPI sabe. Pergunta lá. A orientação é gratuita, e dá tempo de te direcionar e resolver o que for possível até 30/01.
Assista: https://youtu.be/49efz3xIPQQ
Prazo apertado lI: Prazo para aderir ao Simples Nacional termina em 31 de janeiro
Empreendedores que desejam aderir ou regressar ao Simples Nacional têm até sábado (31) para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar. Regime que permite o pagamento de tributos de forma simplificada, o Simples é destinado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Para optar pelo regime, a empresa precisa ter Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual. O pedido é feito exclusivamente pela internet, no Portal do Simples Nacional , com acesso por certificado digital ou código de acesso. Após o pedido, o sistema faz uma verificação automática de pendências com a Receita Federal, os estados e os municípios. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso existam débitos ou inconsistências, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal. O resultado dos pedidos está previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Empresas que já estão no Simples e não foram excluídas permanecem automaticamente no regime, sem necessidade de novo pedido. Entre os principais motivos de exclusão estão débitos tributários, excesso de faturamento, falta de documentos, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas.
Indicadores de 2025 e projeções para 2026
Com o fim do ano de 2025, o período é marcado pela divulgação gradual dos principais indicadores econômicos, o que significa que parte dos dados ainda se encontra em consolidação. Até o momento, as informações disponíveis abrangem, em sua maioria, o intervalo até o mês de novembro.
Os resultados parciais apontam comportamentos distintos entre os setores da economia. De acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria, a produção física industrial acumulou crescimento de 0,6% entre janeiro e novembro de 2025. No mesmo período, o comércio registrou retração de 0,3%, enquanto o setor de serviços apresentou crescimento de 2,7%. Para a agropecuária, as projeções para o ano de 2026 indicam redução do volume produzido em comparação com a safra anterior. A análise conjunta desses indicadores permite a formulação de projeções para o desempenho da atividade econômica em 2026, especialmente em relação ao Produto Interno Bruto. Segundo o relatório Focus, a estimativa de crescimento do PIB para 2026 é de 1,8%, percentual inferior às projeções atribuídas ao desempenho de 2025. Entre os fatores considerados nessas projeções está a expectativa de redução da produção agrícola após uma safra anterior de maior volume. Também é citado o comportamento do setor de serviços, cuja expansão ocorreu no período posterior à pandemia e que, segundo projeções, tende à desaceleração. O nível de investimentos é outro elemento mencionado, com registros de valores inferiores aos observados em períodos anteriores, o que afeta a capacidade produtiva.O cenário inclui ainda a presença de incerteza fiscal em função do contexto eleitoral previsto para 2026, período em que há registro histórico de ampliação dos gastos públicos. Soma-se a esse quadro o nível de endividamento e inadimplência das famílias, fator que interfere diretamente no consumo e, por consequência, nos setores de comércio e serviços. O aumento de gastos públicos em períodos eleitorais pode gerar estímulos à atividade econômica; contudo, existem fatores que condicionam esse efeito. Um deles é a expectativa de manutenção da taxa de juros em patamar elevado ao longo de 2026. Outro é a limitação da capacidade produtiva, relacionada ao nível de investimentos. Diante de uma demanda em crescimento e restrições na oferta, ocorre pressão sobre os preços, o que contribui para a permanência da taxa de juros em níveis elevados por período prolongado.
Assista: https://youtu.be/ijjn2lRFe6c
Análise de cenário internacional e os efeitos sobre o crédito no Brasil
O debate econômico atual inclui temas relacionados às pequenas, médias e microempresas, com destaque para acontecimentos no cenário internacional. Entre esses temas está a divergência pública entre o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, relacionada à condução da política monetária norte-americana. Segundo o professor do Insper, Roberto Dumas, a discordância envolve a tentativa de pressionar pela redução da taxa básica de juros, com referência a uma queda do intervalo de aproximadamente 3,5%–3,25% para 1%. A discussão inclui a hipótese de perda de independência do banco central, cenário no qual a credibilidade da autoridade monetária tende a ser afetada. O professor aborda o conceito de expectativas racionais, segundo o qual agentes econômicos ajustam seu comportamento com base na confiança nas metas anunciadas. Caso haja percepção de divergência entre a inflação projetada e a inflação observada, os agentes tendem a incorporar margens adicionais nos reajustes de preços. Esse comportamento resulta em efeitos sobre o nível de atividade econômica e sobre a inflação. A independência do banco central é apresentada como um fator relevante para a condução da política monetária. Embora o episódio citado envolva os Estados Unidos, os efeitos são descritos como indiretos sobre a economia brasileira. A curva de juros norte-americana influencia a precificação de ativos no Brasil, incluindo títulos corporativos e o custo do crédito praticado pelas instituições financeiras. O Federal Reserve é citado como uma referência para os mercados financeiros internacionais. Alterações na sua atuação institucional afetam parâmetros utilizados na formação de expectativas e na definição de preços em diversos mercados, inclusive no brasileiro.
Assista: https://youtu.be/icN3IpMuYEk
Professores da UNIR lançam oito novos e-books
Veja os títulos abaixo e acesse também o site da Edufro para leitura e download de outras obras publicadas pela Editora
Liquidação do Will Bank deixa clientes sem acesso a salários
Clientes que mantinham recursos em contas de pagamento aguardam definição de prazos e procedimentos pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, sem garantia de quando terão acesso aos valores
STF analisa indenização por separação causada pela hanseníase
Decisão do ministro Flávio Dino se baseou no novo marco temporal definido pela Corte para o ajuizamento da ação




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