PF deflagra operação de combate a desvios de verbas direcionadas ao combate da pandemia da COVID-19 em Rondônia

Operação “Dúctil 3” cumpre Mandados de Busca e Apreensão em 03 estados da Federação

Assessoria/Polícia Federal em Rondônia/RO
Publicada em 14 de outubro de 2021 às 08:41
PF deflagra operação de combate a desvios de verbas direcionadas ao combate da pandemia da COVID-19 em Rondônia

Porto Velho/RO – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14/10), a terceira fase da Operação Dúctil, que visa apurar fraudes na compra emergencial de materiais e insumos hospitalares relacionados ao enfrentamento da pandemia da COVID-19 em Rondônia.

As investigações apontaram indícios de apresentações de atestados de capacidade técnica falsos e da possível atuação de empresários junto a agentes públicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), com o intuito de direcionar procedimentos licitatórios e fraudar contratos com a administração pública. Os contratos giram em torno de R$ 21 milhões de reais.

Apurou-se, inclusive, que máscaras tipo KN95, cujo valor de mercado é de R$ 2,58 a unidade, eram vendidas à Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia (SESAU) por R$ 15,30 cada uma, com superfaturamento de 500%. O valor de sobrepreço pago pelo Estado de Rondônia, constatado pela Perícia Criminal, é de R$ 6.9 milhões de reais.

Foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em Goiânia, dois em Manaus e um em São Paulo, expedidos pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal de Rondônia.

Os investigados podem responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa cujas penas somadas podem ultrapassar 9 (nove) anos.

Dúctil foi escolhido como nome da operação pois refere-se ao que pode ser conduzido, fazendo alusão aos possíveis direcionamentos das licitações. A palavra também tem relação com o que é elástico ou moldável, fazendo menção às empresas que modificaram a área de atuação durante a pandemia para participar de licitações.

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Comentários

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    Gilzélia Pereira 14/10/2021

    Imagina quando chegar na SEDUC - RO.

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    joao carlos 14/10/2021

    A PF precisa quebrar o sigilo telefônico, fiscal e bancário dos gestores e do secretário da saúde de RO para saber se foram beneficiados com esse esquema. Sempre existe algo por de trás de tudo isso. Porque superfaturar? para atender pedido de alguém ou de vários interessados.

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    FALEI 14/10/2021

    Parece piada, a SESAU/RO envolvida, porém as prisões foram em outros estados kkkkkkkkkk....o trem estranho!

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