Presidente Laerte Gomes é contra o fechamento do comércio nos municípios do interior

Segundo o parlamentar é necessário dividir o Estado em mais macrorregiões

Nilton Salina-ALE/RO Foto: Marcos Figueira-ALE/RO
Publicada em 30 de junho de 2020 às 17:05
Presidente Laerte Gomes é contra o fechamento do comércio nos municípios do interior

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), disse considerar um absurdo que o comércio do interior tenha que ser fechado devido ao decreto assinado pelo Governo. Para ele, se for necessário as lojas devem ser fechadas em Porto Velho, mas não existe razão para que os demais municípios sejam penalizados pela medida.

“Se o número de casos de covid-19 está alto na capital, fecha-se o comércio de Porto Velho. Mas qual a razão para fechar as lojas em Rondônia? É que existem somente duas macrorregiões, a capital e o interior. O Estado deveria ser dividido em pelo menos cinco macrorregiões, pois o interior é muito grande”, disse o parlamentar.

Laerte Gomes citou o caso dos empresários de Ji-Paraná, que passam por uma grande dificuldade. As lojas foram autorizadas a abrir recentemente e agora devem ser fechadas novamente, prejudicando comerciantes e colocando em risco uma grande quantidade de empregos.

De acordo com o presidente , o Estado precisa oferecer à população a estrutura necessária para o tratamento do covid-19, contratando leitos de UTI de hospitais particulares, se for o caso. “Se precisar confiscar, confisque, mas não vamos deixar o comércio pagar essa conta, porque os empresários já foram por demais penalizados”, destacou.

Laerte Gomes disse que nos municípios onde a pandemia do coronavírus está sob controle é necessário investir em medidas preventivas, como a exigência de que funcionários e clientes utilizem álcool em gel e máscaras para evitar a contaminação. “Fechar lojas é uma medida extrema”, afirmou.

O presidente adiantou que este é o momento de os prefeitos do interior tomarem uma posição diante desta crise. “É preciso ter a coragem de se expor, mantendo o comércio aberto dentro das normas de segurança. O prefeito é a autoridade na cidade para decidir o que deve ser feito”, finalizou.

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