Rondônia, capital Seul

Rondônia e Coréia do Sul têm estas enormes diferenças por que esta investiu maciçamente em educação enquanto aquela insistiu em copiar tudo o que deu errado no Brasil.

Professor Nazareno*
Publicada em 12 de março de 2018 às 07:54
Rondônia, capital Seul

Rondônia é um dos 26 estados do Brasil, isto poucos brasileiros sabem. A Coreia do Sul é um país da Ásia e junto com a Coreia do Norte formam a península coreana, próxima à China. Rondônia tem 245 mil quilômetros quadrados de área e uma população de apenas um milhão e setecentos mil habitantes. O país asiático tem uma área de quase cem mil quilômetros quadrados, portanto menos de metade do Estado de Rondônia e uma população superior a 52 milhões de indivíduos, ou seja, mais de 30 vezes o número de habitantes daqui. Os sul-coreanos pertencem ao mundo civilizado e têm um IDH muito elevado. Rondônia é a sexta ou a sétima periferia do capitalismo. Aqui tudo é atrasado, nada presta, quase todos os políticos são ladrões e o povo, acomodado ao extremo, é feito galinha poedeira: leva no traseiro e canta alegremente.

O rio Han, de águas cristalinas, corta a imponente capital sul-coreana. O rio Madeira, de águas barrentas e cheio de lixo boiando em sua superfície, margeia a capital dos rondonienses. O Estado brasileiro se situa entre dois grandes biomas conhecidos mundialmente: a floresta Amazônica e o Cerrado e, além disso, tem excesso de recursos naturais e está localizado dentro da maior bacia hidrográfica do mundo. Os coreanos têm uma natureza madrasta e não podem se orgulhar de quase nada em termos de abundância natural. Na década de 50 o então Território Federal do Guaporé vivia a euforia da Marcha para o Oeste no Brasil. Já os sul-coreanos viviam o horror da guerra com mais de três milhões de mortos. O novo país vivia o medo da invasão do norte comunista e era uma nação semifeudal. As mulheres cozinhavam ainda com lenha.

Hoje, multinacionais como a Samsung, Ásia Motors, Kia Motors, LG, Hyundai, Dae-woo são marcas sul-coreanas conhecidas e consumidas no mundo inteiro. Os eletrodomésticos fabricados naquele país da Ásia são referências em qualquer parte do planeta. Aqui se produz apenas um refrigerante de nome impronunciável, desconhecido e cujo alcance de consumo mal consegue chegar à divisa. Ban Ki-moon, político nascido na Coreia do Sul foi o todo poderoso Secretário Geral da ONU, a Organização das Nações Unidas. Em Rondônia, como exemplos de políticos, temos apenas Ivo Cassol, Nilton Capixaba, Confúcio Moura, Lindomar Garçon, Expedito Junior, Hildon Chaves e Mauro Nazif. Os três senadores do Estado respondem a processos na Justiça e dois deles já foram condenados à prisão. Deputados federais e estaduais estão enrolados.

Kim Dae-jung foi um ex-presidente  da Coreia do Sul que no ano 2000 ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Por aqui ninguém nunca ganhou prêmio de nada. Ninguém daqui jamais foi indicado para absolutamente nada. Os maiores prêmios por estas bandas apareciam somente nas pífias exposições agropecuárias. Participante do BBB é o símbolo maior do lugar. As maiores expressões locais são pessoas geralmente oriundas de outros Estados da federação. O Marechal Rondon era mato-grossense, Jorge Teixeira era gaúcho, Aluízio Ferreira era carioca e o Major Guapindaia era natural do Estado do Maranhão, embora tenha vivido muito tempo no Amazonas. O atual governador do Estado é do Tocantins e o prefeito da capital é um pernambucano. Rondônia é a terra do nada. Nenhuma das maiores autoridades do Estado jamais nasceu nestas longes terras.

Rondônia e Coréia do Sul têm estas enormes diferenças por que esta investiu maciçamente em educação enquanto aquela insistiu em copiar tudo o que deu errado no Brasil, a “República Federativa do Bandido”. Levando-se em consideração a Guerra da Coreia que terminou em 1953 e a península coreana fora dividida em dois países, pode-se afirmar que o nosso Estado é dez anos mais velho do que o país asiático. As Olimpíadas de Seul em 1988 e a Copa do Mundo de Futebol em 2002 já são coisas do passado para os irmãos orientais. Enquanto o nosso PIB é algo risível em torno de cinco bilhões de dólares, a produção de riquezas dos sul-coreanos já ultrapassa a cifra de um trilhão de dólares e projeta o país asiático como uma das nações mais prósperas do mundo. Seul tem 10 milhões de habitantes, é uma cidade limpa, moderna, organizada e com excelente mobilidade urbana. Precisa falar algo de Porto Velho? O quê nos falta?

*É Professor em Porto Velho

Comentários

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    Kátia Mara 12/03/2018

    Silvio Pinheiro, vc. é um imbecil deixe suas criticas pouco construtiva pra vc.

  • 2
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    Cleber melo 12/03/2018

    Porrrrra vcs querem compara Seul com Rondônia, ai e foda, nem uma cidade brasileira chega perto de Seul. FIca criticando o estado mas e o primeiro a puxa o saco dos politico aafff...

  • 3
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    Cleber melo 12/03/2018

    Porrrrra vcs querem compara Seul com Rondônia, ai e foda, nem uma cidade brasileira chega perto de Seul. FIca criticando o estado mas e o primeiro a puxa o saco dos politico aafff...

  • 4
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    silvio pinheiro 12/03/2018

    Adilson, Roque e Kátia? Em que País vcs pensam que moram? Na Coreia do Sul.... que burrice.

  • 5
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    Romualdo 12/03/2018

    Entendo a posição do professor, Mas acredito que poderia abordar diferente, pois muitas pessoas são fracas de entendimento. Podemos chegar sim no patamar da Korea do Sul. Podemos dá o ponto de partida por casar a educação formal com a educação ambiental. Foi assim que a Europa chegou em um patamar assombroso de educação. Hoje as Universidades Européias estão abertas a receber estudantes de qualquer parte de seu continente. Tudo vale e tem intercâmbio. Aqui se você se forma no Brasil teu diploma não vale no Paraguai e vice-versa. Educação Formal e Educação ambiental é um paradoxo que precisa deixar de existir. Se formamos educandos que sejam profissionais e que cuidem do meio ambiente. Teremos governadores assim também. Logo teremos uma Seul, porque não será somente ele, todos estaremos educados assim. Quebra-se o paradgma e nos tornamos cidadãos exemplares. Mas isso é só o ponto de partida do portifólio.

  • 6
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    Adilson pepino 12/03/2018

    Minha pergunta estimado Professor! O que o senhor está fazendo em Rondônia? Para mudar este conceito ao qual o senhor denegriu descaradamente nosso estado.não se esqueça se vc tem o que comer e uma vida melhor que muitos habitantes do planeta, vc tem que dar graças a Deus por obter este sustento no estado. Caso não esteja satisfeito em contribuir com o progresso do estado, minha opinião é a seguinte a mesma estrada que vc usou para chegar em Rondônia está a sua disposição para sumir do estado! O estado tem suas deficiências, mas, o mesmo precisa de homens com valores e dignidade e que respeita as outras pessoas. Boa viagem.

  • 7
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    Henry Rodrigo 12/03/2018

    Fico surpreso com a falta de percepção dos leitores que acompanham o Professor Nazareno há anos sem, ainda, entende-lo.   Será que os textos do Professor não causaram suficiente reflexão no povo rondoniense ao ponto de converter-los à uma tão necessária mudança? Se não, digo ao Professor, seja mais contundente nos textos, fale mais mal, porque uma hora os leitores entenderão que o Sr. sempre quis e quer o bem para Rondônia. 

  • 8
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    Roque 12/03/2018

    Professor Nazareno, vc deve estar muito azedo, porque a sua comparação não tem nada a ver. É preciso rever a sua imaginação, até então fértil, hoje, no minimo, estranha e leza. 

  • 9
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    Kátia Mara 12/03/2018

    Professor Nazareno, é lamentável que o senhor só se prestar a falar mal de Rondônia, se nada aqui prestar porque o senhor não arruma suas malas e vai embora daqui, vá para um país de primeiro mundo nós Rondoniense nos reunimos e compramos sua passagem.....

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