Rondônia reforça vigilância sanitária para ampliar mercado de suínos

Idaron mantém vigilância para preservar o status internacional de Rondônia como área livre de peste suína clássica

Fonte: Texto: Toni Francis Fotos: Assessoria Idaron Secom - Governo de Rondônia - Publicada em 21 de outubro de 2026 às 11:07

Rondônia reforça vigilância sanitária para ampliar mercado de suínos

Idaron tem desenvolvido ações de vigilância para prevenir doenças que podem comprometer a produção e a comercialização dos animais

Rondônia possui um rebanho de 197,4 mil suínos e reúne condições para ampliar a participação da atividade nos mercados nacional e internacional. Além do esforço do produtor, o fortalecimento da cadeia produtiva advém do trabalho da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), que tem desenvolvido ações de vigilância para prevenir doenças que podem comprometer a produção e a comercialização dos animais, derivados e subprodutos.

O cadastro agropecuário da Idaron aponta que em Rondônia há mais 26,7 mil propriedades com criação de suínos, sendo que 98% são criações de susbsistência. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proximidade da região com o Acre, onde há frigoríficos de suínos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), também favorece a articulação comercial entre os estados.

A disponibilidade de grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação dos animais, é outro fator que contribui para a competitividade da produção local. Nesse cenário, o avanço da atividade comercial e a busca por mercados mais amplos dependem, entre outros fatores, da manutenção das condições sanitárias do rebanho.

VIGILÂNCIA

Entre as principais ameaças à suinocultura está a Peste Suína Clássica (PSC), doença viral altamente contagiosa que afeta suínos e pode provocar elevada mortalidade, especialmente entre os leitões. A ocorrência da enfermidade também pode resultar em restrições à comercialização de animais e produtos de origem suína.

Rondônia nunca registrou ocorrência da doença e, desde 2016, o estado integra a zona brasileira livre de PSC com reconhecimento internacional, condição compartilhada com outras 15 unidades da Federação e que exige a realização de medidas permanentes de vigilância epidemiológica.

Para preservar esse status, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implantou, em agosto de 2021, o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos (PIVDS). O programa reúne ações de vigilância e prevenção contra enfermidades de controle oficial, incluindo a PSC, a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). O Brasil também é considerado livre de PSA, cujo último foco registrado no país ocorreu em 1981. Já a PRRS não tem ocorrência registrada em território brasileiro.

O trabalho é realizado por servidores da Idaron lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A atuação da Idaron no PIVDS inclui duas frentes principais: vigilância sorológica e vigilância clínica ativa. As atividades são realizadas em propriedades rurais de diferentes municípios, conforme o planejamento estabelecido pelo Mapa.

O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, explicou que, na vigilância sorológica, os servidores coletam amostras de sangue de suínos para exames laboratoriais destinados à detecção de PSC e PRRS. “Já a vigilância clínica ativa consiste em visitas às propriedades para inspeção dos animais e identificação de possíveis sinais compatíveis com PSC, PSA e PRRS. Durante as visitas, os produtores também recebem orientações técnicas sobre prevenção e cuidados sanitários.”

Nos ciclos do PIVDS realizados entre 2021 e 2025, a Idaron submeteu 2.479 suínos, distribuídos em 286 propriedades, a exames laboratoriais. Todas as amostras apresentaram resultados negativos para as doenças investigadas. O coordenador do programa em Rondônia, Ney Carlos Dias de Azevedo, informou que, no mesmo período, as equipes realizaram vistorias e inspeções clínicas em 13.459 suínos, distribuídos em 266 propriedades. Segundo ele, não foram identificados animais com sintomas sugestivos das enfermidades monitoradas.

O trabalho é realizado por servidores da Idaron lotados em 84 unidades presentes em todo o estado

“Os resultados reforçam a importância do acompanhamento contínuo das criações para identificar precocemente possíveis ameaças sanitárias e reduzir os riscos para a produção estadual”, acentuou o coordenador do programa.

CICLO ATUAL

A Idaron está executando o ciclo 2025-2026 do PIVDS, iniciado em setembro de 2025, com previsão de encerramento em novembro de 2026. O planejamento prevê a realização de vigilância sorológica em 86 propriedades e de vigilância clínica ativa em outras 74, distribuídas pelos municípios rondonienses.

O trabalho é realizado por servidores da agência lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A estrutura permite desenvolver ações de campo, orientar os produtores e acompanhar as condições sanitárias dos rebanhos em diferentes regiões.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a manutenção da zona livre de PSC e o monitoramento de outras doenças de importância sanitária são medidas estratégicas para a suinocultura de Rondônia. “Além de proteger a saúde dos animais, essas ações contribuem para preservar a confiança nos sistemas de produção e inspeção, favorecer a circulação de produtos de origem animal e criar condições para o desenvolvimento da cadeia produtiva”, ressaltou.

Rondônia reforça vigilância sanitária para ampliar mercado de suínos

Idaron mantém vigilância para preservar o status internacional de Rondônia como área livre de peste suína clássica

Texto: Toni Francis Fotos: Assessoria Idaron Secom - Governo de Rondônia
Publicada em 21 de outubro de 2026 às 11:07
Rondônia reforça vigilância sanitária para ampliar mercado de suínos

Idaron tem desenvolvido ações de vigilância para prevenir doenças que podem comprometer a produção e a comercialização dos animais

Rondônia possui um rebanho de 197,4 mil suínos e reúne condições para ampliar a participação da atividade nos mercados nacional e internacional. Além do esforço do produtor, o fortalecimento da cadeia produtiva advém do trabalho da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), que tem desenvolvido ações de vigilância para prevenir doenças que podem comprometer a produção e a comercialização dos animais, derivados e subprodutos.

O cadastro agropecuário da Idaron aponta que em Rondônia há mais 26,7 mil propriedades com criação de suínos, sendo que 98% são criações de susbsistência. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proximidade da região com o Acre, onde há frigoríficos de suínos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), também favorece a articulação comercial entre os estados.

A disponibilidade de grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação dos animais, é outro fator que contribui para a competitividade da produção local. Nesse cenário, o avanço da atividade comercial e a busca por mercados mais amplos dependem, entre outros fatores, da manutenção das condições sanitárias do rebanho.

VIGILÂNCIA

Entre as principais ameaças à suinocultura está a Peste Suína Clássica (PSC), doença viral altamente contagiosa que afeta suínos e pode provocar elevada mortalidade, especialmente entre os leitões. A ocorrência da enfermidade também pode resultar em restrições à comercialização de animais e produtos de origem suína.

Rondônia nunca registrou ocorrência da doença e, desde 2016, o estado integra a zona brasileira livre de PSC com reconhecimento internacional, condição compartilhada com outras 15 unidades da Federação e que exige a realização de medidas permanentes de vigilância epidemiológica.

Para preservar esse status, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implantou, em agosto de 2021, o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos (PIVDS). O programa reúne ações de vigilância e prevenção contra enfermidades de controle oficial, incluindo a PSC, a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). O Brasil também é considerado livre de PSA, cujo último foco registrado no país ocorreu em 1981. Já a PRRS não tem ocorrência registrada em território brasileiro.

O trabalho é realizado por servidores da Idaron lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A atuação da Idaron no PIVDS inclui duas frentes principais: vigilância sorológica e vigilância clínica ativa. As atividades são realizadas em propriedades rurais de diferentes municípios, conforme o planejamento estabelecido pelo Mapa.

O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, explicou que, na vigilância sorológica, os servidores coletam amostras de sangue de suínos para exames laboratoriais destinados à detecção de PSC e PRRS. “Já a vigilância clínica ativa consiste em visitas às propriedades para inspeção dos animais e identificação de possíveis sinais compatíveis com PSC, PSA e PRRS. Durante as visitas, os produtores também recebem orientações técnicas sobre prevenção e cuidados sanitários.”

Nos ciclos do PIVDS realizados entre 2021 e 2025, a Idaron submeteu 2.479 suínos, distribuídos em 286 propriedades, a exames laboratoriais. Todas as amostras apresentaram resultados negativos para as doenças investigadas. O coordenador do programa em Rondônia, Ney Carlos Dias de Azevedo, informou que, no mesmo período, as equipes realizaram vistorias e inspeções clínicas em 13.459 suínos, distribuídos em 266 propriedades. Segundo ele, não foram identificados animais com sintomas sugestivos das enfermidades monitoradas.

O trabalho é realizado por servidores da Idaron lotados em 84 unidades presentes em todo o estado

“Os resultados reforçam a importância do acompanhamento contínuo das criações para identificar precocemente possíveis ameaças sanitárias e reduzir os riscos para a produção estadual”, acentuou o coordenador do programa.

CICLO ATUAL

A Idaron está executando o ciclo 2025-2026 do PIVDS, iniciado em setembro de 2025, com previsão de encerramento em novembro de 2026. O planejamento prevê a realização de vigilância sorológica em 86 propriedades e de vigilância clínica ativa em outras 74, distribuídas pelos municípios rondonienses.

O trabalho é realizado por servidores da agência lotados em 84 unidades presentes em todo o estado. A estrutura permite desenvolver ações de campo, orientar os produtores e acompanhar as condições sanitárias dos rebanhos em diferentes regiões.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a manutenção da zona livre de PSC e o monitoramento de outras doenças de importância sanitária são medidas estratégicas para a suinocultura de Rondônia. “Além de proteger a saúde dos animais, essas ações contribuem para preservar a confiança nos sistemas de produção e inspeção, favorecer a circulação de produtos de origem animal e criar condições para o desenvolvimento da cadeia produtiva”, ressaltou.

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