Sindicato reivindica que bancários sejam incluídos como prioritários no plano de imunização contra a covid-19

Estes trabalhadores estão, desde o início, na linha de frente do combate à pandemia, pois são eles que estão nas agências, diariamente, fazendo o atendimento a milhares de pessoas que, neste momento de grave crise econômica

Rondineli Gonzalez - SEEB/RO
Publicada em 08 de abril de 2021 às 14:16
Sindicato reivindica que bancários sejam incluídos como prioritários no plano de imunização contra a covid-19

O Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) enviou, na manhã desta quinta-feira (8/4), ofícios direcionados ao governador Marcos Rocha, ao prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RO), Alex Redano, reivindicando que as categorias de bancários e trabalhadores das cooperativas de crédito sejam incluídas como “prioridade” no Plano Estadual de Imunização contra a covid-19.

O Sindicato enfatiza que os bancários e cooperativários têm desempenhado papel fundamental diante do atual cenário de forte crise no Estado, que a exemplo do restante do país, sofre com um número crescente e assustador de infectados e mortos pelo novo coronavírus.

Além disso, destaca que os trabalhadores do ramo financeiro, em especial os bancários, estão incluídos no Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, da Presidência da República (alterado pelo Decreto n° 10.329 de 28 de abril de 2020, que regulamenta a Lei n° 13.979 de 6 de fevereiro de 2020) que dispõe, no seu Artigo 3º, que atividades de atendimento ao público em agências bancárias, cooperativas de crédito ou estabelecimentos congêneres, são consideradas atividades essenciais, principalmente no que se refere aos programas governamentais ou privados destinados a mitigar as consequências econômicas da pandemia. 

Estes trabalhadores estão, desde o início, na linha de frente do combate à pandemia, pois são eles que estão nas agências, diariamente, fazendo o atendimento a milhares de pessoas que, neste momento de grave crise econômica, de desemprego recorde e diante de um cenário de desespero e desesperança, vão aos bancos buscar algum benefício, algum dinheiro para sobreviver.

No documento, o Sindicato acentua que os a atividade laboral em agência bancária e cooperativa de crédito é exercida em locais fechados e sem renovação de ar, contando ainda com grande fluxo de pessoas, tornando os locais com grande risco vetor de disseminação do vírus.

“Preocupa-nos mais agora, que foi aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente da república, o pagamento de novas parcelas de auxílio emergencial, fato que agravará ainda a situação das agências bancárias, principalmente na Caixa Econômica Federal”, menciona José Toscano, presidente em exercício do SEEB-RO.

VARIANTES

A chamada “segunda onda” da pandemia está mais aterradora no Brasil, pois as novas variantes do coronavírus (SARS-CoV-2) se propagam com velocidade maior de contágio e possuem taxa de letalidade ainda mais efetiva, atingindo até mesmo os indivíduos mais jovens (que não faziam parte do chamado grupo de risco etário da doença), e esses agravantes, aliados a um nítido desrespeito com os decretos de distanciamento e isolamento restritivo (do Governo do Estado), por uma parte da própria população, faz com que os números de mortos não parem de aumentar no estado.

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