Sucessão na estaca zero: No pico da rejeição os citados na Lava Jato

A nova enxurrada da propaganda do governo Confúcio Moura confirma como a viralização da mentira é muito rápida nos dias de hoje.

Gessi Taborda
Publicada em 18 de maio de 2017 às 13:25

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FILOSOFANDO

Não me envergonho de corrigir meus erros e mudar minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.” ALEXANDRE HERCULANO (1810/1877), escritor, historiador, jornalista e poeta português, da escola do romantismo.

PROVA

A nova enxurrada da propaganda do governo Confúcio Moura confirma como a viralização da mentira é muito rápida nos dias de hoje. Talvez por isso a grande massa da população tem dificuldades em identificar as táticas de maquiagem adotadas na comunicação oficial. É uma pena que não exista no Estado uma oposição de verdade, com vontade e competência para praticar a contrainformação.

CONSTATE

Nessa questão da publicidade oficial, paga com o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor, é oportuno lembrar que, caso o dinheiro jogado fora com coisas inúteis não fosse tanto, com certeza os rondonienses estariam numa situação bem melhor. Certamente essa grana toda que jorra para a inútil publicidade das instituições públicas, poderia ser gasta na contratação de mais profissionais para a saúde, educação, segurança pública e outras atividades de responsabilidade dos gestores públicos.

DEVEM EXPLICAÇOES

O MP público e o TCE não podem ficar de olhos fechados para essa farra. É muita gastança com coisas inúteis, que não significam nada para a população em geral. O MP, o TCE e as autoridades do controle externo devem vir a público explicar porque não toma providências contra essa farra com o dinheiro público.

REJEIÇÃO

Uma fonte da coluna ligada a um instituto de pesquisa disse ontem que num universo de 2029 pessoas pesquisadas em Rondônia, 82% disseram que não pretendem votar em nenhum político citado em delações premiadas da Lava Jato. Diante dessa previsão, alguns políticos que precisaram renovar o mandato de senador e deputado federal devem apelar a partir de agora para um cardápio de mandingas tentando escapar dos despachos.

CONSEGUINDO

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, vai conseguindo resgatar algumas promessas de campanha. Além de estar na fase de detalhamento do programa de atração de novas empresas para a capital, Chaves já teria conseguido – de acordo com fontes – reduzir o prazo da antiga burocracia para a abertura de novas empresas. Ainda estamos longe do objetivo de termos aqui no município o menor prazo entre as capitais brasileiras.

SEMINÁRIO

Embora esteja sendo denominada de “Audiência Pública”, a Assembleia Legislativa fará no dia de amanhã um novo encontro para debater (esse é objetivo) com o público a “Reforma Política e a Lista Fechada”. A tertúlia terá formata de seminário, com uma duração de horas 6 horas.

Difícil imaginar que o tema cause tanto tamanho interesse para manter a patuleia por tão longo período discutindo (???) o assunto com palestrantes doutores em ciência política. A iniciativa da realização desse evento é do deputado Leo Moraes. A grana para esse seminário sairá dos cofres do parlamento.

SEM INFLUÊNCIA

Certamente poucas pessoas do povo irão se manifestar nessa “Audiência Pública” já que se trata de assunto eminentemente técnico, tendo como pano de fundo o direito eleitoral.

Não importa a que conclusão chegará essa “Audiência Pública” (??) patrocinada pela Assembleia. Sua capacidade de influenciar nas conclusões dos verdadeiros responsáveis pela tal Reforma, ou seja, os parlamentares do Congresso Nacional é simplesmente zero, nula.

Possivelmente a escolha de temas sobre os quais os deputados estaduais não têm nenhum controle ou influência é mais uma manobra de escapismo em relação aos problemas e temas relevantes do Estado.

RECIBO

Que sentimento levou o deputado Lazinho da Fetagro a passar recibo, usando a tribuna da Assembleia para reclamar que não teve seu nome citado por José Mendonça Bezerra Filho, ministro da Educação, num discurso proferido por ele numa visita ao interior rondoniense? Soberba, vaidade ou babaquice? Para deixar o “ilustre e nobre deputado” feliz, alguém poderia dar a ele, por antecipação, o troféu Amogadon de Bronze ou, se isso servir para alimentar seu ego, o título de “homem do ano” de tal maneira que nenhum outro ministro esqueça, de novo, de exaltar seu nome... E bate o bumbo!

WILLIAMES

Como o prefeito Hildon Chaves tem jurado de pés juntos que não vai se candidatar a nada em 2018, acaba atraindo para si a aproximação e simpatia até de notórios oponentes políticos e partidários. Agora quem entrou na fila do gargarejo foi nada menos que o robusto Williames Pimentel, secretário de Estado da Saúde, notório adversário de Hildon nas eleições passadas.

Muitos outros interessados em disputar o próximo pleito estão de olho em Hildon, bom de voto e de futuro, simpático e com possibilidades de transferir votos para nomes gravitando em seu redor.

EM CONSTRUÇÃO

Li ontem um comentário de alguém sempre presente nas redes sociais sobre supostas dificuldades que Expedito Júnior teria para entrar na corrida sucessória. Respeite-se a opinião do leitor embora ela não tenha sustentação. Para quem olha o cenário político clinicamente dá para garantir que as candidaturas majoritárias para 2018 em Rondônia ainda estão por ser construídas. Significa que não há, ainda, nenhum nome consolidado ou com margem segura fixada perante o eleitorado. Em se falando de sucessão ainda estamos na estaca zero, embora Expedito tenha a seu favor algumas vantagens.

QUESTÃO DE PRÁTICA

Com a certeza determinada pela experiência de longos anos de profissão posso afirmar que o próximo dia 24, ao contrário da afirmação do companheiro Valbran Júnior, não será feriado nacional. Assim como posso afirmar que quanto mais prematura a campanha (majoritária), mais chances de emplacar...

Comentários

  • 1
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    Telma Rodrigues 18/05/2017

    O ilustre colunista, em suas ponderações cotidianas, tem-se utilizado de dois pesos e duas medidas, quando elogia os responsáveis pela divulgação dos trabalhos da Prefeitura de PVH, mas senta a pua na divulgação dos trabalhos realizados pelo Governo Estadual. Hildon, que nos cento e poucos dias criou diversas lambanças, faz uma barulhenta publicidade, propalando feitos heróicos e ações vistosas. O povo ainda espera pelos feitos milagrosos já propalados aos quatro cantos... Já Confúcio, que ao longo dos seis anos e tanto de governo acumula um trabalho elogiável, sofre ácidas críticas do colunista. Ainda não descobri o que Confúcio deixou de fazer... Talvez a ira do colunista reside no fato de Confúcio tê-lo desmascarado como bruxo que não acerta nenhum presságio. As agourentas previsões de Taborda, ao longo de muitos anos, de que Confúcio faria um péssimo governo, que atrasaria o pagamento de salários, e de outros tiros n'água, todas previsões que se mostraram mimimis pueris e ranhetices infundadas. Talvez o Miguel Sena possa nos ajudar a entender esta imparcialidade do colunista.

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