JULGAMENTO: médico atacado com ácido no Cemetron é ouvido por videoconferência

Realizado em segredo de justiça, o julgamento não tem horário para acabar

TUDORONDONIA
Publicada em 14 de agosto de 2019 às 13:15
JULGAMENTO: médico atacado com ácido no Cemetron é ouvido por videoconferência

Ainda não há previsão para o horário de encerramento do julgamento do agente penitenciária Oziel Araújo Fernandes, acusado de jogar soda cáustica no médico Gladson Siqueira, no dia 6 de março deste ano, no estacionamento do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron). O julgamento iniciou às 9 horas no Tribunal do Júri, na capital.

Por estar em São Paulo para tratamento de saúde, o médico Gladson Siqueira foi ouvido por meio de videoconferência.

Serão ouvidas oito testemunhas – três delas indicadas pelo Ministério Público do Estado (MP-RO), uma comum ao acusado e à vitima e quatro de defesa. Já o corpo de jurados é formado por três mulheres e quatro homens.

O processo corre em segredo de Justiça, por isso a imprensa não tem acesso ao local. As informações estão sendo repassadas à imprensa pela Assessoria de Comunicação do TJ.

O processo foi levado ao Tribunal do Júri porque, segundo a Ascom/TJ, a Justiça considera que se trata de um crime doloso (intencional) contra a vida.

O caso

O médico é infectologista. O crime aconteceu quando ele chegava ao seu local de trabalho, no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), na capital.

Testemunhas que presenciaram o fato afirmaram que Gladson estava estacionando o seu veículo quando foi abordado pelo agente penitenciário, que parou a moto ao lado do carro, conversou rápido com o médico e em seguida lançou a soda cáustica no rosto da vítima.

Mesmo atingido pelo líquido, o médico atirou contra o agente penitenciário que foi baleado no ombro, mas conseguiu fugir. Poucas horas depois o acusado se entregou a polícia e confessou o delito.

Ele informou à polícia que o crime foi passional, pois a sua mulher estaria tendo um caso com a vítima.  O agente penitenciário declarou ainda à polícia que teria constatado o fato por meio de mensagens que o médico enviava no whastapp da sua mulher.

Transferência

 De acordo com a polícia, foi constatado que de fato ambos tiveram um caso, mas o relacionamento já havia acabado quando ocorreu o crime.

A mulher do acusado é servidora do Município e do Estado e, segundo a polícia, estava tentando transferência para o Cemetron, mas até então não tinha logrado êxito.

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