Marte: eu também iria

Sair para sempre de Porto Velho e de Rondônia é algo que sempre aguçou a imaginação cabocla

Professor Nazareno*
Publicada em 13 de janeiro de 2020 às 11:23
Marte: eu também iria

Não conheço a porto-velhense Sandra Maria Feliciano de 55 anos, professora, advogada e mulher de muita coragem e profissionalismo. Mas já admiro essa grande rondoniense pela sua bravura e determinação em querer dar uma grande contribuição à ciência e zarpar para Marte, o planeta vermelho, praticamente sem volta. A professora é uma das finalistas para participar de uma viagem interplanetária com destino ao nosso vizinho no Sistema Solar. E a viagem será só de ida. Com essa aventura inédita, a heroína rondoniense nunca mais voltará a Porto Velho e a Rondônia e de quebra também se livrará para sempre do Brasil, país chinfrim, afundado em roubos, corrupção, violência, desmatamentos, maracutaias políticas e governantes esdrúxulos. Não tive a coragem dela e o máximo que fiz foi sair só de Porto Velho para morar nas redondezas.

Sair para sempre de Porto Velho e de Rondônia é algo que sempre aguçou a imaginação cabocla. Neste último final de ano, por exemplo, levas e mais levas de rondonienses “montaram no porco” para passar o Réveillon nas praias do Nordeste e nas cidades mais civilizadas do sul do país. E alguns sortudos foram até a Europa. As redes sociais não cabiam de tantas fotos nas praias nordestinas. Poucos conseguem ficar tanto tempo aqui sem respirar civilidade e bons modos. O desejo de abandonar estas longes terras, subdesenvolvidas, incivilizadas e atrasadas já virou uma espécie de “panaceia milagreira” faz tempo. E a nobre professora fez diferente. E tudo em favor da ciência e do progresso da humanidade. Parabéns, mesmo! Mulher de garra, ela teve a coragem de fazer o que poucos teriam. Seu heroico exemplo se eternizará para sempre.

Se eu tivesse a bravura dela, viajaria imediatamente e me livraria de ver a Banda do Vai Quem Quer com suas toneladas de lixo nas ruas de Porto Velho em fevereiro próximo. “Não existe coisa mais patética em terras karipunas do que a produção e a sujeira em nome da cultura”. O carnaval de Porto Velho é uma ostentação à fedentina urbana e aos poucos princípios de civilidades e de limpeza. Não veria também a má administrada cidade de Porto Velho sem transportes urbanos e as crianças da zona rural do município sem ter que ir à escola por falta de transporte escolar. Não ver o “Flor do Maracujá” seria demais! Ignorar a falta de esgotos da pior cidade do Brasil é uma felicidade imensurável. Um êxtase quase inatingível!  E já pensou na alegria de “numa tacada só” livrar-se de todos os direitistas, bolsonaristas, esquerdistas e até dos petistas?

A brava professora com a sua aventura entrará para a história não só de Rondônia, mas também do Brasil e até do mundo. Um exemplo a ser seguido pelas próximas gerações, pois o último rondoniense de prestígio, Carlos Ghosn, não tem zelado muito pelo nome dos rondonienses. Mas o ideal mesmo seria que houvesse também algumas vagas para Lula e para Bolsonaro nesta viagem insólita. Para eles e para alguns de seus mais fervorosos defensores. Damares Alves, Abraham Weintraub, Fernando Haddad, Zé Dirceu... Eles iriam e nunca mais voltariam para o nosso pobre país, para o nosso pobre mundo. Já pensou se alguns candidatos a vereador e a prefeito de Porto Velho nas próximas eleições também conseguissem algumas vaguinhas para essa viagem? Quem sabe se algumas das nossas autoridades estaduais também não se aventurariam? Meu medo é que tudo dê certo e tentem fundar a “Colônia Brasil” por lá.

*Foi Professor em Porto Velho.

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Comentários

  • 1
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    petista 14/01/2020

    SE O NOBRE PROFESSOR DESEJA QUE OS POLÍTOCOS , TAMBÉM, SIGAM COM A PROFESSORA PARA MARTE, AÍ ELA ESTARIA FERRADA, IRIA CONVIVER PARA SEMPRE COM UMA DAMARES, UM BOLSOBOSTA, UM JOSÉ DIRCEU, NÃO DIGO COM LULA, POIS TERIA CERTEZA QUE ELE IRIA REVOLUCIONAR POR LÁ, COMO FEZ AQUI, FAZENDO O BRASIL ESTANCAR A LINHA DA POBREZA., REVITALIZADA POR ESSA SEGUNDA TURMA.

  • 2
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    Telma Rodrigues 14/01/2020

    Tô ouvindo rumores pelos bastidores da Capital, que há um abaixo-assinado em andamento, pedindo ajuda ao Trump, Moro, Bolsonaro e também a autoridades locais, para que o Professor Nazareno seja incluído na primeira expedição a Marte, na condição de que seja apenas uma viagem de ida...

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