Musical do MPRO reforça prevenção à violência sexual

As apresentações aconteceram no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI) - Publicada em 22 de maio de 2026 às 17:24

Musical do MPRO reforça prevenção à violência sexual

Uma semana cheia de histórias, músicas e personagens foi apresentada para crianças, com o objetivo de ensinar, de forma simples, como se proteger da violência sexual e como pedir ajuda quando algo não estiver certo. A ação fez parte da Campanha Maio Laranja, com o tema “Carinho não pode ser segredo e nem dar medo”, e reuniu quase dois mil alunos de escolas públicas e privadas de Itapuã do Oeste, Candeias do Jamari e Porto Velho, entre os dias 18 e 22 de maio, no teatro Palácio das Artes, na capital.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), organizou a atividade por meio da 10ª Promotoria de Justiça e da Ouvidoria, com apoio de membros e servidores, a fim de aproximar o tema das crianças de forma clara, acessível e recreativa.

Um espetáculo para aprender brincando

A apresentação inicial ocorreu na noite de segunda-feira, 18 de maio — data alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes —, reunindo membros, servidores e familiares.

De terça até sexta-feira, as sessões ocorreram à tarde. Ao todo, cerca de duas mil crianças, entre 7 e 13 anos, assistiram ao musical. No meio da semana, houve uma apresentação extra, especialmente voltada a 30 crianças atendidas no Hospital Infantil Cosme e Damião, ampliando a mensagem também ao público em tratamento de saúde.

Por dia, uma média de 18 ônibus desembarcava crianças em frete ao Teatro. Profissionais do Ministério Público e das escolas dos municípios contemplados realizaram uma verdadeira força-tarefa para que todas as crianças e adolescentes pudessem participar de maneira confortável e segura.

No palco, histórias, músicas e personagens interpretados pelos componentes do Coral institucional Canto Livre, sob a coordenação de Sabrynne Sena, ajudaram a dar vida e forma à mensagem. Tudo foi pensado para que as crianças entendessem com facilidade. A ideia foi ensinar de um jeito leve e interativo, como em uma brincadeira, apesar da seriedade e peso do tema.

Um aluno do 8º ano, de 13 anos, disse que a apresentação foi muito proveitosa, especialmente por tratar de forma clara e simples assuntos que, segundo ele, deveriam ser abordados com mais frequência. “Eu achei esse teatro muito bom. Descobri que a vítima nem sempre está nas redes sociais. Eu mesmo aprendi coisas que antes, porque eu era criança, não entendia direito, mas hoje eu entendi muito bem sobre os riscos”, concluiu.

Uma aluna do 5º ano, com 10 anos, disse que o momento favorito dela foi a parte das músicas, especialmente a que fala sobre ter cuidado com as partes íntimas. Outra criança, também do 5º ano, contou que as instruções aprendidas se tornaram uma espécie de guia para as condutas da vida. “Eu aprendi que, se alguém tocar em uma parte íntima do meu corpo, devo pedir ajuda a uma pessoa de confiança. Posso procurar a professora, o meu pai, a minha mãe ou algum responsável”, disse.

Entender para quebrar o silêncio

A titular da 10ª Promotoria de Justiça (Infância), a promotora de Justiça Alba da Silva Lima, explicou que o musical foi criado para aproximar a campanha das crianças, usando uma linguagem acessível, lúdica e artística para incentivar a quebra do silêncio sobre casos de violência. Segundo ela, o objetivo é fortalecer as vítimas para que contem sobre as violações que possam ter sofrido no primeiro espaço seguro que encontrarem, já que o silêncio ajuda a manter o crime escondido e sem punição.

O Ouvidor-Geral do Ministério Público de Rondônia, Carlos Grott, afirmou que a instituição tem a missão de proteger crianças e adolescentes e destacou que o espetáculo reforça a mensagem de que “o silêncio protege o criminoso e a denúncia defende a criança e o adolescente”.

O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, ressaltou que a programação foi pensada para que as crianças entendam, de forma simples, que carinho não causa medo nem desconforto, ajudando-as a reconhecer sinais de abuso, buscar ajuda e contribuir para a construção de um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes.

Saiba como pedir ajuda

A campanha Maio Laranja reforça a mensagem de que segredos que dão medo e não devem ser guardados. Eles devem ser contados para que a criança fique protegida e segura.

Musical do MPRO reforça prevenção à violência sexual

As apresentações aconteceram no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
Publicada em 22 de maio de 2026 às 17:24
Musical do MPRO reforça prevenção à violência sexual

Uma semana cheia de histórias, músicas e personagens foi apresentada para crianças, com o objetivo de ensinar, de forma simples, como se proteger da violência sexual e como pedir ajuda quando algo não estiver certo. A ação fez parte da Campanha Maio Laranja, com o tema “Carinho não pode ser segredo e nem dar medo”, e reuniu quase dois mil alunos de escolas públicas e privadas de Itapuã do Oeste, Candeias do Jamari e Porto Velho, entre os dias 18 e 22 de maio, no teatro Palácio das Artes, na capital.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), organizou a atividade por meio da 10ª Promotoria de Justiça e da Ouvidoria, com apoio de membros e servidores, a fim de aproximar o tema das crianças de forma clara, acessível e recreativa.

Um espetáculo para aprender brincando

A apresentação inicial ocorreu na noite de segunda-feira, 18 de maio — data alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes —, reunindo membros, servidores e familiares.

De terça até sexta-feira, as sessões ocorreram à tarde. Ao todo, cerca de duas mil crianças, entre 7 e 13 anos, assistiram ao musical. No meio da semana, houve uma apresentação extra, especialmente voltada a 30 crianças atendidas no Hospital Infantil Cosme e Damião, ampliando a mensagem também ao público em tratamento de saúde.

Por dia, uma média de 18 ônibus desembarcava crianças em frete ao Teatro. Profissionais do Ministério Público e das escolas dos municípios contemplados realizaram uma verdadeira força-tarefa para que todas as crianças e adolescentes pudessem participar de maneira confortável e segura.

No palco, histórias, músicas e personagens interpretados pelos componentes do Coral institucional Canto Livre, sob a coordenação de Sabrynne Sena, ajudaram a dar vida e forma à mensagem. Tudo foi pensado para que as crianças entendessem com facilidade. A ideia foi ensinar de um jeito leve e interativo, como em uma brincadeira, apesar da seriedade e peso do tema.

Um aluno do 8º ano, de 13 anos, disse que a apresentação foi muito proveitosa, especialmente por tratar de forma clara e simples assuntos que, segundo ele, deveriam ser abordados com mais frequência. “Eu achei esse teatro muito bom. Descobri que a vítima nem sempre está nas redes sociais. Eu mesmo aprendi coisas que antes, porque eu era criança, não entendia direito, mas hoje eu entendi muito bem sobre os riscos”, concluiu.

Uma aluna do 5º ano, com 10 anos, disse que o momento favorito dela foi a parte das músicas, especialmente a que fala sobre ter cuidado com as partes íntimas. Outra criança, também do 5º ano, contou que as instruções aprendidas se tornaram uma espécie de guia para as condutas da vida. “Eu aprendi que, se alguém tocar em uma parte íntima do meu corpo, devo pedir ajuda a uma pessoa de confiança. Posso procurar a professora, o meu pai, a minha mãe ou algum responsável”, disse.

Entender para quebrar o silêncio

A titular da 10ª Promotoria de Justiça (Infância), a promotora de Justiça Alba da Silva Lima, explicou que o musical foi criado para aproximar a campanha das crianças, usando uma linguagem acessível, lúdica e artística para incentivar a quebra do silêncio sobre casos de violência. Segundo ela, o objetivo é fortalecer as vítimas para que contem sobre as violações que possam ter sofrido no primeiro espaço seguro que encontrarem, já que o silêncio ajuda a manter o crime escondido e sem punição.

O Ouvidor-Geral do Ministério Público de Rondônia, Carlos Grott, afirmou que a instituição tem a missão de proteger crianças e adolescentes e destacou que o espetáculo reforça a mensagem de que “o silêncio protege o criminoso e a denúncia defende a criança e o adolescente”.

O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, ressaltou que a programação foi pensada para que as crianças entendam, de forma simples, que carinho não causa medo nem desconforto, ajudando-as a reconhecer sinais de abuso, buscar ajuda e contribuir para a construção de um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes.

Saiba como pedir ajuda

A campanha Maio Laranja reforça a mensagem de que segredos que dão medo e não devem ser guardados. Eles devem ser contados para que a criança fique protegida e segura.

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