Política econômica contribui para aumento da pobreza, afirma Humberto Costa

Ele apontou cortes no orçamento das áreas sociais e criticou a revogação de direitos trabalhistas e previdenciários

Fonte: Agência Senado
Publicada em 02 de dezembro de 2019 às 17:34
Política econômica contribui para aumento da pobreza, afirma Humberto Costa

O senador Humberto Costa (PT-PE) atacou em Plenário nesta segunda-feira (2) a política econômica do governo, formulada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele apontou cortes no orçamento das áreas sociais e criticou a revogação de direitos trabalhistas e previdenciários. Na sua opinião, são medidas que contribuem para o crescimento da pobreza e das desigualdades sociais.

— O empobrecimento aumenta, no momento em que o desemprego e a informalidade crescem, no momento em que a atividade econômica está estagnada e no momento em que a desigualdade se aprofunda de maneira jamais vista, pela rapidez com que vem acontecendo. E isso é ao mesmo tempo em que o presidente Bolsonaro adota, por intermédio de seu ministro da Economia, esse pupilo de Augusto Pinochet, medidas para aprofundar ainda mais esse fosso social. Medidas econômicas perversas, como a reforma da Previdência, vão drenar ainda mais as condições de vida do povo — disse o senador.

Humberto Costa disse que o governo federal não tem tomado medidas para retomar o crescimento econômico e a geração de empregos. Mas, ao contrário, está cortando recursos dos programas sociais. De acordo com o parlamentar, o Brasil caminha para um caos social, pois a miséria já atinge 13,5 milhões de pessoas, além dos crescentes números de pessoas desempregadas.

— A população não aguenta mais tanta espoliação. Entre desempregados, subocupados e desalentados já temos mais de 30 milhões de brasileiros [...] A fome voltou; milhares, especialmente crianças, estão em situação de rua, ou seja, de extrema vulnerabilidade. A pobreza, já chegou a 11% e a renda caiu 18%. O país, pelos dados, está sendo arrastado para um quadro de penúria total, com permanente perda de direitos para nossa população — acrescentou.

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