Fortalecimento do sistema interno e valorização dos servidores são metas do novo superintendente da Segep

Há oito anos, o profissional desenvolve políticas públicas para o Governo, inclusive na área de segurança pública.

Vanessa Farias / Fotos: Daiane Mendonça
Publicada em 21 de janeiro de 2019 às 11:16
Fortalecimento do sistema interno e valorização dos servidores são metas do novo superintendente da Segep

Figueiroa foi diretor administrativo da Casa Militar por sete anos

Há 10 dias à frente da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), o coronel da Polícia Militar de Rondônia, Júlio Martins Figueiroa Farias, tem 30 anos de serviço militar, sendo 21 deles prestados ao Estado. Há oito anos, o profissional desenvolve políticas públicas para o Governo, inclusive na área de segurança pública.

“Agora na atividade meio, estaremos dando todo o suporte para os servidores públicos do estado, mais de 45 mil pessoas na ativa, fora servidores aposentados e na reserva, o que soma mais de 100 mil servidores nos registros. Para isso precisamos avançar nesse atendimento interno. A minha formação para que isso aconteça passa pelo bacharelado em Ciência da Computação, bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar do Paudalho, em Pernambuco, e ao vir para Rondônia, me formei em Direito pela Ulbra, habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, mesmo não atuando por ser militar da ativa”.

Apesar das diferentes formações, o superintendente conta que o ramo de atuação sempre foi o de gestão. “Já me especializei em Gestão de Projetos, minhas pós-graduações são todas na área de análise, além de um curso de especialização na área de Gestão Pública. Tudo isso sempre foi voltado para administração de governo. Passei sete anos como diretor administrativo da Casa Militar e adquiri bastante experiência com gestão e RH”, completa.

Júlio Figueiroa apresenta uma série de ideias a serem implantadas no setor, com a intenção de dar celeridade ao atendimento e ao acesso dos funcionários públicos aos arquivos de registros pessoais no governo.  “Muitos acham que é um setor não muito importante, mas se damos o suporte e o atendimento digno ao servidor, ele é mais feliz, mais satisfeito com o trabalho e isso reflete diretamente no serviço oferecido à população do estado”, considera.

POLÍTICAS DE MELHORIAS PARA ATENDER AO SERVIDOR

Enumerando as políticas a serem colocadas em prática na Segep, o superintendente explica:

*Valorização de RH. “Ou seja, os servidores serão valorizados. Por exemplo, um policial tem uma série de promoções ao longo da sua carreira e os cursos que eles realizam são remunerados com uma bolsa de estudos. Nunca aconteceu dessa bolsa ser disponibilizada durante os seis meses de curso, mas só ao sair do curso é que o servidor recebe a gratificação em folha, perdendo o objetivo do incentivo, que é custear as despesas do formando durante a formação.  A partir deste mês, já temos também implantado em folha a situação do curso de formação de sargentos e de habilitação de oficiais, que formaram agora no início de janeiro e já vão receber em folha seus salários atualizados, coisa que nunca aconteceu antes no estado”.

Na valorização também entra o oferecimento de cursos e treinamentos, inclusive registrando a Escola de Governo no sistema de recursos educacionais estaduais, não precisando passar pelo Ministério da Educação (MEC). “Como nós só agimos no âmbito do governo, só precisamos estar no Conselho Estadual de Educação, e com isso poderemos ofertar até níveis de pós-graduação e mestrado. Só o fato de termos o registro e uma pedagoga com mestrado coordenando a escola já nos dá essa amplitude, fazendo parcerias com os órgãos para realização de especializações, pós e mestrados dentro de suas respectivas áreas”, revela Figueiroa.

*Acesso às informações pessoais. “Existe essa satisfação do servidor em ver sua ficha cadastral acessando à internet. Às vezes para conseguir uma certidão negativa ou para ver quanto tempo de serviço, é preciso o funcionário se deslocar até a Segep, solicitar as informações e esperar, dependendo do pedido, por até um ano. Para resolver isso, estamos com projeto de digitalização de todas as fichas funcionais, onde nós vamos disponibilizar tudo isso através do e-Estado, nosso sistema interno gratuito, desenvolvido pelo nosso pessoal da Detic. Teremos um dispositivo, que a ideia inicial é que seja um app chamado Via Web, que dará o acesso com usuário e senha para todos os servidores”, diz.

*Implementação do Módulo de Folha de Pagamento. “Hoje o estado gasta em torno de R$ 2,4 milhões por ano para custear somente o sistema Módulo Folha de Pagamento, que é o Governa. É um absurdo. Já planejamos todos os tópicos e etapas a serem cumpridas para a criação de um módulo nosso, mas por ser muito complexo, precisa de um estudo, da participação da Sepog, Detic, Sefin, e RH’s de todos os órgãos para gerar as regras do sistema. Isso pode demorar uns seis meses, e até aí eu quero ter esse sistema pronto, no mínimo para testes. Emergencialmente, vamos recontratar o Governa este ano porque a folha não pode parar, e paralelamente estaremos trabalhando até o nosso sistema pegar o know-how, para então abandonarmos o pago com economia de 100%”, garante o superintendente.

“Muitos acham que é um setor não muito importante, mas se damos o suporte e o atendimento digno ao servidor, ele é mais feliz, mais satisfeito com o trabalho e isso reflete diretamente no serviço oferecido à população do estado”, considera.

 

*Implantação em folha, no momento da concessão do direito. “Promoções, nomeações, rescisões, indenizações, enfim, tudo que seja direito, a gente vai dar celeridade para entrar dentro do período correto, tudo vai ser automático via sistema. Vamos desafogar o núcleo de cálculos. Hoje temos processos urgentes de 2015 que ainda não foram realizados os cálculos, mais de 8 mil processos parados, inclusive físicos. A ideia é usar o SEI, mas o cálculo de pagamento foi centralizado. Queremos descentralizar isso, porque pelo SEI tudo pode ficar muito mais rápido. Então vamos treinar todo o pessoal de RH de cada secretaria, para aprenderem a fazer esses cálculos, e ao chegar os processos sejam apenas conferidos e implantados em folha”.

Figueiroa diz ainda que está realocando servidores que estão à disposição de outros setores, diferentes de suas origens. “Isso não existe, não vamos fazer desvio de função e cada um tem que ficar lotado na sua função. É uma prioridade nossa. Nossa estrutura é bem pequena, com uma demanda muito grande, e nós contamos muito com os servidores efetivos, mesmo sem cargos comissionados. Eles nos ajudam muito, inclusive os federais à disposição do estado. E assim, estamos ajustando a funcionalidade da Segep, com gestores técnicos, sem indicações políticas, e com competência e comprometimento em fortalecer esse sistema interno que estamos criando”, finalizou.

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