Justiça condena líderes de organização criminosa da Operação Puritas

A decisão acolheu parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que investigou 11 crimes envolvendo 25 réus

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional - Publicada em 03 de setembro de 2026 às 18:15

Justiça condena líderes de organização criminosa da Operação Puritas

A 1ª Vara de Tóxicos da comarca de Porto Velho condenou, nesta quarta-feira (2), integrantes de uma organização criminosa desarticulada pela Operação Puritas. O grupo era responsável pelo transporte interestadual de grandes carregamentos de cocaína e pela movimentação de milhões de reais obtidos com o tráfico de drogas.

A decisão acolheu parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que investigou 11 crimes envolvendo 25 réus. Entre os condenados estão os principais responsáveis pela estrutura criminosa, que, segundo as investigações, transportou mais de 1,2 tonelada de cocaína pura entre 2022 e 2024.

As provas reunidas durante o processo apontaram que a organização mantinha uma estrutura estável e organizada para levar drogas de Porto Velho até Fortaleza (CE). Para garantir o funcionamento da rota, o grupo contava ainda com pontos de apoio em Mato Grosso, Pará e Maranhão.

Estrutura organizada para o tráfico

 De acordo com a sentença, um dos réus exercia a liderança do grupo em Rondônia. Ele era responsável por negociar os carregamentos de drogas, realizar pagamentos, fornecer veículos adaptados para o transporte dos entorpecentes e adquirir armas e munições. Também administrava contas bancárias utilizadas pela organização.

Outros integrantes atuavam diretamente no transporte e na segurança dos carregamentos. Um deles foi condenado após ser preso em flagrante, em Vilhena, com aproximadamente 500 quilos de cocaína e uma arma registrada em nome do líder da organização.

Outro condenado fazia viagens de apoio pelo Pará, seguindo orientações dos integrantes que comandavam a operação a partir de Rondônia e do Ceará.

Dinheiro do tráfico era convertido em bens

A investigação também revelou a estratégia utilizada pelo grupo para ocultar os recursos obtidos com o tráfico. Segundo a sentença, os criminosos utilizavam empresas de fachada e investiam o dinheiro em imóveis de alto padrão, propriedades rurais e veículos de luxo.

Entre os bens identificados estão uma casa em condomínio fechado em Porto Velho e fazendas. O grupo também realizava depósitos fracionados em instituições bancárias, numa tentativa de dificultar a identificação da origem dos valores.

Durante a operação policial, foram encontrados em um cofre R$ 580 mil e US$ 8.157 em dinheiro vivo. Conforme reconhecido na decisão, os valores eram provenientes do tráfico de drogas.

Defesa teve pedidos rejeitados

Antes do julgamento do mérito, o juiz rejeitou todos os pedidos dos advogados de defesa para anular o processo. Ele confirmou que a Justiça Estadual tinha a competência de julgar o caso e validou as provas digitais obtidas em redes e aplicativos.

As penas aplicadas aos integrantes da organização criminosa variaram de 3 anos de reclusão e 40 dias-multa até a sanção máxima de 45 anos, 11 meses e 5 dias de reclusão, a depender do grau de participação e da gravidade dos atos praticados por cada réu no esquema. 

O juízo determinou ainda a perda do cargo público aos policiais rodoviários federais e as providências sobre os policiais militares citados caberá ao juízo militar.

Justiça condena líderes de organização criminosa da Operação Puritas

A decisão acolheu parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que investigou 11 crimes envolvendo 25 réus

Assessoria de Comunicação Institucional
Publicada em 03 de setembro de 2026 às 18:15
Justiça condena líderes de organização criminosa da Operação Puritas

A 1ª Vara de Tóxicos da comarca de Porto Velho condenou, nesta quarta-feira (2), integrantes de uma organização criminosa desarticulada pela Operação Puritas. O grupo era responsável pelo transporte interestadual de grandes carregamentos de cocaína e pela movimentação de milhões de reais obtidos com o tráfico de drogas.

A decisão acolheu parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que investigou 11 crimes envolvendo 25 réus. Entre os condenados estão os principais responsáveis pela estrutura criminosa, que, segundo as investigações, transportou mais de 1,2 tonelada de cocaína pura entre 2022 e 2024.

As provas reunidas durante o processo apontaram que a organização mantinha uma estrutura estável e organizada para levar drogas de Porto Velho até Fortaleza (CE). Para garantir o funcionamento da rota, o grupo contava ainda com pontos de apoio em Mato Grosso, Pará e Maranhão.

Estrutura organizada para o tráfico

 De acordo com a sentença, um dos réus exercia a liderança do grupo em Rondônia. Ele era responsável por negociar os carregamentos de drogas, realizar pagamentos, fornecer veículos adaptados para o transporte dos entorpecentes e adquirir armas e munições. Também administrava contas bancárias utilizadas pela organização.

Outros integrantes atuavam diretamente no transporte e na segurança dos carregamentos. Um deles foi condenado após ser preso em flagrante, em Vilhena, com aproximadamente 500 quilos de cocaína e uma arma registrada em nome do líder da organização.

Outro condenado fazia viagens de apoio pelo Pará, seguindo orientações dos integrantes que comandavam a operação a partir de Rondônia e do Ceará.

Dinheiro do tráfico era convertido em bens

A investigação também revelou a estratégia utilizada pelo grupo para ocultar os recursos obtidos com o tráfico. Segundo a sentença, os criminosos utilizavam empresas de fachada e investiam o dinheiro em imóveis de alto padrão, propriedades rurais e veículos de luxo.

Entre os bens identificados estão uma casa em condomínio fechado em Porto Velho e fazendas. O grupo também realizava depósitos fracionados em instituições bancárias, numa tentativa de dificultar a identificação da origem dos valores.

Durante a operação policial, foram encontrados em um cofre R$ 580 mil e US$ 8.157 em dinheiro vivo. Conforme reconhecido na decisão, os valores eram provenientes do tráfico de drogas.

Defesa teve pedidos rejeitados

Antes do julgamento do mérito, o juiz rejeitou todos os pedidos dos advogados de defesa para anular o processo. Ele confirmou que a Justiça Estadual tinha a competência de julgar o caso e validou as provas digitais obtidas em redes e aplicativos.

As penas aplicadas aos integrantes da organização criminosa variaram de 3 anos de reclusão e 40 dias-multa até a sanção máxima de 45 anos, 11 meses e 5 dias de reclusão, a depender do grau de participação e da gravidade dos atos praticados por cada réu no esquema. 

O juízo determinou ainda a perda do cargo público aos policiais rodoviários federais e as providências sobre os policiais militares citados caberá ao juízo militar.

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