Rondônia: a pedagogia, a geografia e a educação domiciliar

Entre as soluções que vejo para melhorar nosso país, talvez seja necessário, em vez de educação domiciliar, decretar a prisão domiciliar desta louca da goiabeira.

FRANCISCO XAVIER GOMES
Publicada em 12 de abril de 2019 às 15:31
Rondônia: a pedagogia, a geografia e a educação domiciliar

A educação brasileira tende a enfrentar inúmeros problemas, durante esse governo do capitão postiço, Jair Bolsonaro, visto que é muito evidente o amadorismo, a conduta delitiva e os requintes de crueldade com os quais este setor é tratado pelo atual governo. E os problemas atuais, e futuros, não decorrem apenas do fato de termos um presidente cuja ocupação principal é acompanhar as publicações que seu filho faz nas redes sociais; o problema maior está na criação de diversos abortos jurídicos que os asseclas deste apedeuta encaminham, com suas bênçãos, dado o elevado grau de desinformação do Mito do Golden Shower...

O surgimento e encaminhamento deste projeto relacionado com a educação domiciliar, divulgado esta semana é prova cabal deste pacote do retrocesso educacional que teremos no Brasil. Após o término desse desastroso processo de onagrologia institucional, os profissionais da Pedagogia terão uma missão hercúlea, para fazer a educação brasileira voltar a ser o que era antes deste governo. Exatamente isso!! Voltar a ser como era. Obviamente que isto não significa que era o paraíso. Nunca foi! Temos demandas educacionais que serão eternas e temos algumas que poderiam ter sido combatidas depois que Figueiredo deixou o cargo. Em muitos casos, entretanto, tivemos conquistas que não podem ser olvidadas. Hoje as escolas públicas do país possuem uma infraestrutura bem melhor. Claro que existem ainda muitos casos de penúria, no que diz respeito à condição estrutural, porém tivemos bons avanços. As ideias defendidas por diversos membros do governo,contudo, deixam claro que o retrocesso será inevitável e que os prejuízos serão incalculáveis.

O aludido projeto, apresentado pelo governo esta semana, já nasce de modo muito controverso. Em vez de ser elaborado e encaminhado pelo Ministério da Educação; foi produzido pela turma de Damares Alves, pessoa que delira publicamente e que o presidente acredita ser normal. Uma pessoa que mente sobre sua formação e que tem a biografia colocada em dúvida por estar supostamente ligada ao sumiço de uma criança não pode ocupar, na estrutura da república, o cargo que seria para resgatar as famílias brasileiras. Essa senhora não pode ser levada a sério por alguém que tenha o mínimo de lucidez. Qual é a autoridade profissional que Dameres tem para encaminhar um projeto cuja finalidade é tirar do estado as obrigações constitucionais com a formação de crianças, adolescentes e jovens e passar para as famílias? Este projeto está fundado em que dados oficiais? Quem foram as pessoas que elaboraram este projeto?

Um projeto desse porte não pode ser encaminhado, sem que especialistas façam uma avaliação criteriosa da realidade do país. Embora o atual ministro da educação não conheça a realidade, cada região do Brasil tem uma particularidade, ou muitas particularidades, seja no quesito sociológico, antropológico, geográfico, filosófico, étnico. Em Rondônia, por exemplo, existem muitas famílias que residem em um município, no primeiro semestre do ano; e que mudam para outro, no segundo semestre. Quem vive em um dos 50 municípios rondonienses fundados por migrantes sabe que temos realidades muito diferentes, inclusive no aspecto religioso. Não há dúvida nenhuma de que a vinda de migrantes foi muito importante para o crescimento do estado. Mas também não há nenhuma dúvida de que as particularidades precisam ser respeitadas, sob pena de matarmos a história e a essência da população rondoniense.

Este mesmo raciocínio aplicado nas demais unidades da federação deixa uma ideia cristalina, no sentido de que não podemos comparar nosso país com outras nações, porque não há cabimento. A ideia de dizer que o Brasil precisa ter educação domiciliar, porque os Estados Unidos também têm não pode partir de alguém normal. Nosso país precisa encontrar caminhos pedagógicos, políticos, e até mesmo jurídicos, para resolver as demandas reais que temos em cada região, sem estuprar a cultura ou a história de nenhum estado. Entre as soluções que vejo para melhorar nosso país, talvez seja necessário, em vez de educação domiciliar, decretar a prisão domiciliar desta louca da goiabeira. Quem sabe, assim, salvaremos a Pedagogia... Tenho dito!!!

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