Assembleia de RO aprova perdão bilionário de ICMS à Energisa

A decisão reacendeu críticas de parlamentares, lideranças políticas e setores da sociedade que veem no perdão um grave prejuízo aos cofres públicos

Fonte: Autor: Ítalo Coelho DRT 1120 - Publicada em 31 de janeiro de 2026 às 08:46

Assembleia de RO aprova perdão bilionário de ICMS à Energisa

A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia aprovou recentemente o projeto de lei que concede anistia e remissão de grande parte da dívida de ICMS da Energisa, medida que pode representar uma renúncia fiscal estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões. A decisão reacendeu críticas de parlamentares, lideranças políticas e setores da sociedade que veem no perdão um grave prejuízo aos cofres públicos.

O que chama atenção no debate é que essa mesma proposta enfrentou forte resistência em legislaturas anteriores, especialmente no período em que Adelino Follador exercia mandato como deputado estadual e presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Follador impediu que o projeto fosse pautado na CCJ

À frente da CCJ, Adelino Follador não permitiu que projetos semelhantes fossem sequer pautados, utilizando as prerrogativas do cargo para barrar o avanço da matéria. Na avaliação dele, a proposta era juridicamente questionável e politicamente injustificável, por representar a abertura de mão de uma receita bilionária em favor de uma empresa privada de grande porte e alta capacidade de arrecadação.

Follador defendia que não havia razoabilidade em conceder benefícios fiscais a uma concessionária que cobra tarifas elevadas da população, especialmente diante do volume de reclamações registradas contra a Energisa e dos questionamentos levantados durante a CPI que investigou a atuação da empresa no estado.

Em diversas ocasiões, o então presidente da CCJ afirmou que o Estado não poderia assumir o papel de “avalista de prejuízos privados”, alertando que cada real perdoado da dívida significaria menos recursos para saúde, educação, segurança e infraestrutura. Por esse motivo, ele articulou politicamente para que a matéria não avançasse e defendia que a empresa fosse obrigada a quitar integralmente seus débitos com Rondônia.

Mudança de cenário político permite aprovação

Com a mudança na composição da Assembleia e a ausência de Adelino Follador, o projeto voltou à pauta e acabou aprovado pela maioria dos deputados. A decisão foi tomada mesmo diante do histórico de críticas, dos alertas sobre impacto financeiro e das manifestações contrárias de setores da sociedade civil.

Para críticos da medida, a aprovação representa um retrocesso na política fiscal do Estado e reforça a percepção de tratamento desigual entre grandes empresas e o cidadão comum, que não dispõe de mecanismos semelhantes para renegociar dívidas tributárias.

A lembrança da atuação de Adelino Follador ganha destaque justamente por evidenciar que houve, no passado recente, um esforço institucional para impedir que esse tipo de renúncia fosse aprovado, esforço este que acabou superado no atual cenário político.

Assembleia de RO aprova perdão bilionário de ICMS à Energisa

A decisão reacendeu críticas de parlamentares, lideranças políticas e setores da sociedade que veem no perdão um grave prejuízo aos cofres públicos

Autor: Ítalo Coelho DRT 1120
Publicada em 31 de janeiro de 2026 às 08:46
Assembleia de RO aprova perdão bilionário de ICMS à Energisa

A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia aprovou recentemente o projeto de lei que concede anistia e remissão de grande parte da dívida de ICMS da Energisa, medida que pode representar uma renúncia fiscal estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões. A decisão reacendeu críticas de parlamentares, lideranças políticas e setores da sociedade que veem no perdão um grave prejuízo aos cofres públicos.

O que chama atenção no debate é que essa mesma proposta enfrentou forte resistência em legislaturas anteriores, especialmente no período em que Adelino Follador exercia mandato como deputado estadual e presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Follador impediu que o projeto fosse pautado na CCJ

À frente da CCJ, Adelino Follador não permitiu que projetos semelhantes fossem sequer pautados, utilizando as prerrogativas do cargo para barrar o avanço da matéria. Na avaliação dele, a proposta era juridicamente questionável e politicamente injustificável, por representar a abertura de mão de uma receita bilionária em favor de uma empresa privada de grande porte e alta capacidade de arrecadação.

Follador defendia que não havia razoabilidade em conceder benefícios fiscais a uma concessionária que cobra tarifas elevadas da população, especialmente diante do volume de reclamações registradas contra a Energisa e dos questionamentos levantados durante a CPI que investigou a atuação da empresa no estado.

Em diversas ocasiões, o então presidente da CCJ afirmou que o Estado não poderia assumir o papel de “avalista de prejuízos privados”, alertando que cada real perdoado da dívida significaria menos recursos para saúde, educação, segurança e infraestrutura. Por esse motivo, ele articulou politicamente para que a matéria não avançasse e defendia que a empresa fosse obrigada a quitar integralmente seus débitos com Rondônia.

Mudança de cenário político permite aprovação

Com a mudança na composição da Assembleia e a ausência de Adelino Follador, o projeto voltou à pauta e acabou aprovado pela maioria dos deputados. A decisão foi tomada mesmo diante do histórico de críticas, dos alertas sobre impacto financeiro e das manifestações contrárias de setores da sociedade civil.

Para críticos da medida, a aprovação representa um retrocesso na política fiscal do Estado e reforça a percepção de tratamento desigual entre grandes empresas e o cidadão comum, que não dispõe de mecanismos semelhantes para renegociar dívidas tributárias.

A lembrança da atuação de Adelino Follador ganha destaque justamente por evidenciar que houve, no passado recente, um esforço institucional para impedir que esse tipo de renúncia fosse aprovado, esforço este que acabou superado no atual cenário político.

Comentários

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    Hadilson 05/02/2026

    Porque o site não publicou os nomes dos deputados que fizeram esta sacanagem ? A população tem o direito de saber quem são eles

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    É brincadeira 01/02/2026

    A Assembleia Legislativa de Rondônia decidiu perdoar uma dívida milionária de imposto da Energisa, enquanto o povo continua pagando uma das contas de energia mais caras do país. É revoltante. Mais revoltante ainda é a naturalidade com que isso acontece, sem reação concreta da sociedade. O povo de Rondônia, infelizmente, tem se mostrado excessivamente pacífico — para não dizer passivo. Reclama, xinga, protesta nos comentários das redes sociais, mas para por aí. Não há mobilização real, não há pressão nas ruas, não há cobrança direta aos deputados que tomaram essa decisão absurda. E os políticos sabem disso. Sabem que, depois de alguns dias de indignação virtual, tudo cai no esquecimento. Enquanto isso, o pequeno comerciante, o trabalhador, o produtor rural e as famílias mais pobres seguem pagando imposto em dia, sem perdão, sem desconto e sem misericórdia. Já as grandes empresas recebem benefícios, isenções e “perdões” aprovados a portas abertas, com votos de quem deveria defender o interesse público. Essa isenção não é apenas uma decisão econômica — é um recado claro: o peso do Estado continua caindo sobre quem menos pode reagir. E enquanto o povo continuar apenas reclamando na internet, sem se organizar, sem cobrar, sem agir, decisões como essa continuarão sendo tomadas com total desprezo pela população. Democracia não é só votar a cada quatro anos. É fiscalizar, cobrar e reagir. Caso contrário, o silêncio do povo vira autorização para o abuso do poder. IA me ajudou 🫣

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    Carlos 01/02/2026

    Com certeza esses trocados não farão falta ao orçamento estadual já que nossas escolas e hospitais estão com as melhores estruturas possíveis.

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    Lu 01/02/2026

    Enquanto isso, pagamos energia caríssimo e isso ninguém quer ver, pois não sentem no bolso, quando sentir aí vão correr atrás do prejuízo. Triste realidade de pessoas que deveriam trabalhar a favor do povo e não o faz.

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    Carmen 01/02/2026

    Simplesmente um absurdo!!! Época de eleição as mazelas aparecem mais desmascaradas. Que o defensor da ordem pública(MP) investigue mais esse disparate dos representantes do povo "$", tudo indica que esqueceram que povo eles representam. Precisam ser alertados que o povo que eles representam são os rondoniense. Energisa não perdoa dívida de nenhum consumidor, além de cobra juros absurdos.

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    Disne jose de Souza 01/02/2026

    E quando vão começa a devolver os nossos ICMS cobrados indevidamente nos últimos 10 anos o STJ já deu a sentença em outubro de 2025 e até agora nada vamos ver isso aí senhores parlamentares

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    Raquel 01/02/2026

    É uma vergonha como essa empresa vem tratando os clientes durante todo o período em que está atuando em nosso Estado. Agora está sendo premiada com perdão de dívidas fiscais? O fisco não perdoa. Espero em breve que tudo seja esclarecido e que o MPE assim como o TC fiquem de olho e apontem responsabilidades. E que a conta não caia no nosso colo.

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    Juarez Rodrigues 01/02/2026

    Realmente é vergonhoso pra essas deputados que vem nos traindo primeiro foi subindo taxa do ICMS do Estado agora mais essa precisamos da lista dos deputados que votaram as eleições ta ai

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    Antonio Carlos Cruz Veiga 31/01/2026

    Fora tudo isso, toda causa levada pelos advogados contratados pelo povo contra a energisa, simplesmente, quando chega em Porto Velho é dada causa a favor da energisa.

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    Nelson Aragon 31/01/2026

    Se quando pagamos a Conta do consumo de energia, claramente pagamos o imposto para a Dona Energisa. Como explica essa dívida bilionária, anistiada pela Assembleia Legislativa de Rondônia? Sei não hein, debaixo dessa farofa tem coisa.

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    Marcos Britto 31/01/2026

    Bem,sou a favor,pois a Energisa é muito amigável conosco,quando a gente atrasa,não corta nossa energia, oferecem café para nós,são muito amáveis,vão pra pqp, hipócritas 🤔🥵🥴💩😨

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    Alethéya 31/01/2026

    Vamos fazendo a lista de em quem nunca mais votar!

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    Maria das Dores 31/01/2026

    Agora é a hora dos advogados do povo, mostrarem seus trabalhos e entrarem com uma AÇÃO POPULAR, PARA BARRAR ESSE ROUBO DESSES SAFADOS ... Se precisar assinar qualquer coisa chamem o povo que com certeza terão dezenas de milhares de pessoas para assinar qualquer petição. ROUBO AQUI NÃO, RESPEITEM MEU BOLSO.

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    wilkon neves botelho pinto 31/01/2026

    Senhores advogados do povo, OLHEM PARA ESSA DESGRAÇA QUE ACONTECEU, entrem com alguma AÇÃO REALMENTE EM FAVOR DO POVO DE RONDÔNIA, PORQUE NOSSO DINHEIRO FOI COBRADO, E NÃO TEVE PERDÃO, SE ATRASAR ELES CORTAM SEM PERDÃO. Entrem com alguma AÇÃO COLETIVA PELO POVO PARA MUDAR ESSE ROUBO DOS COFRES NA CARA DURA. O povo agradecerá IMENSAMENTE.

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    Carlson Lima 31/01/2026

    Na política ninguém dar nada de graça. PEGA UM BILHÃO DE PERDÃO, TIRE 30% E FAÇA UMA BOA DIVISÃO E TODOS FICAM FELIZES. Ainda bem que temos uma Casa fora da lei, digo de leis comossta por 90% dos deputados do grupocavilos, digo do time deus pátria e família. Coisa de máfias!

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    Carlson Lima 31/01/2026

    Coisas de máfias.

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    João carlos 31/01/2026

    Podem apurar MPE, TCE que tem propinas aí....

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    Pedro 31/01/2026

    Não tem como reverter essa situação, nós que pagamos esses tributos, não repassaram significa que fomos roubados, vamos aguardar as eleições e jogar todos no lixo, de onde nunca deveriam ter saído.

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    Waldemir 31/01/2026

    fundo partidários dis politiqueiros de carreira em Rondônia..... E o povo que pague altas tarifas energética....com 3 hidroelétricas em Rondônia isso é uma vergonha.

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    Rafael 31/01/2026

    Isso é uma vergonha... Quem votou a favor dessa desgraça deveria se explicar ao povo rondoniense em que isso vai beneficiar o Estado. Em pleno ano eleitoral fazer uma sandice dessa...

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    Pedro nunes 31/01/2026

    Kkkk parlamentares de mmmm.. pq a energia não perdoa as dívidas dos.mujicipios faz um encontro de contas kkk mas aí já vuh né

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    ANTONIO NOGUEIRA 31/01/2026

    QUE VERGONHA HEM SR. DEPUTADOS(defensores do povo), QUE VERGONHA HEM PROCURADORIA DO ESTADO(defensora do estado e dos cofres publico), QUE VERGONHA EM MINISTERIO PUBLICO(fiscal da lei), QUE VERGONHA EM TRIBUNAL DE CONTAS(fiscal da contas do estado). SE NÃO ME ENGANA A DUAS SEMANAS O TRIBUNAL DE CONTAS PUBLICOU UM ARTIGO, MINUTA, SEI LA O QUE, QUE O ESTADO DE RONDONIA NÃO ESTAVA BEM NA QUESTÃO ORCAMENTARIA, E EM POUCOS A ASSEMBLEIA CONCEDE ESSA BENECIA A UMA EMPRESA PARTICULAR, COM O AVAL CERTAMENTE DA PROCURADORIA DO ESTADO E O MESMO TRIBUNAL DE CONTAS, RECLAMAR PARA QUEM, PARA O PAPA? .

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